Segurança na entrega: o que sua empresa pode fazer para garanti-la

As entregas no Brasil enfrentam sérios problemas. O roubo de cargas cresceu 42% nos últimos anos, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística (NTC), principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que concentram 81% dos crimes. Nesse contexto, é essencial que as empresas que apoiam a operação logística atuem de forma conjunta com as transportadoras e seguradoras, para elaborar estratégias que diminuíam os riscos na entrega.

Devido a situação crítica do país, algumas mudanças podem ser feitas para contorná-la. No que diz respeito ao deslocamento da frota, realizar ajustes na jornada de trabalho ajuda a evitar que os veículos circulem em horários críticos, e também é possível solicitar escoltas para acompanhar a entrega dependendo do tipo de item. Além disso, é necessário ter um controle atento dos pontos autorizados de parada dos carros ao longo da viagem. Negocie com o cliente para agilizar o processo de recebimento dos materiais, para que o veículo não permaneça muito tempo estacionado em local exposto.

Para que essas práticas sejam assertivas, é preciso que a colaboração entre a companhia responsável pelo planejamento logístico e outros agentes dessa operação, siga diretrizes que garantam uma execução focada no atendimento das necessidades e expectativas dos clientes finais. Afinal, é sempre esperado que a entrega seja realizada conforme contrato e prazo negociado.

Menor risco, menor custo

Alimentos, bebidas, medicamentos, produtos farmacêuticos, eletrônicos e autopeças são alguns dos setores mais afetados pelo roubo de cargas, pois são itens de fácil revenda. A implementação de novas medidas de segurança nessas grandes indústrias podem afetar em até 30% nos custos logísticos para atendimento dos clientes localizados nas áreas mais críticas. Os maiores impactos estão no fracionamento da carga para reduzir o valor do veículo, e a adoção de escoltas para acompanhamento. O aumento do preço cobrado pelas transportadoras e seguradoras também entram na conta.

A redução de riscos contribui diretamente para a diminuição de gastos na operação a médio e longo prazo, sendo que daqui para frente, as organizações deverão revisar seus orçamentos levando em conta os impactos gerados pelas ações necessárias para mitigar a insegurança em suas entregas.

O panorama atual afeta com certeza a atuação da logística nos próximos anos. Na perspectiva operacional, em que a maior dificuldade está na disponibilidade de veículos, é fundamental prever a demanda futura, no intuito de obter melhores negociações com seus parceiros logísticos e se preparar de forma prévia para o atendimento aos clientes finais. Os próximos passos serão decisivos para que os negócios aproveitem esse momento para amadurecer seus processos, com revisões de seu modelo atual da malha logística, com a análise de variável de risco em conjunto com custos logísticos e tributários e nível de serviço, normalmente já consideradas.

O artigo foi escrito por André Gonçalves, que é gerente de logística da Nimbi, especialista em tecnologia para a cadeia de suprimentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *