Burocracia faz com que mais de 80% das empresas brasileiras apresentem irregularidades fiscais

Um estudo feito pela organização internacional Endeavor concluiu que 86% das empresas brasileiras mantêm algum tipo de irregularidade com os órgãos de controle governamental. As falhas incluem atrasos no pagamento de impostos ou não cumprimento de exigências de prefeituras ou da Receita Federal. E as pendências não têm nada a ver com desonestidade. De acordo com a entidade, as ocorrências se devem à complexidade da burocracia no país e à falta de uma gestão eficaz.

De acordo com Reginaldo Stocco, cofundador da VHSYS, startup que fornece solução tecnológica para gestão empresarial, em um cenário competitivo como o do Brasil, um equívoco pode significar o fim de uma ideia promissora. “A grande quantidade de encargos tributários e as burocracias que o microempresário enfrenta diariamente são fatores que vão complicado a saúde financeira das empresas. E entre as principais falhas que levam o empreendedor a fechar as portas, a má gestão financeira está no topo da lista”, conta.

Ainda de acordo com Stocco, o estudo revela uma preocupante discrepância entre as exigências impostas pelo Estado e a realidade das empresas. “O ICMS teve 558 atualizações em quatro anos! Quem consegue acompanhar tudo? Isso sem mencionar as crises econômicas que impactam toda a organização. A recessão mais recente, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, resultou em aumento de 10% na taxa de mortalidade das empresas em seus dois primeiros anos, passando de 23% em 2012 para 33% em 2016”, diz.

Solução

Para Stocco, evitar estas irregularidades passa pelo uso de um sistema de gestão empresarial eficaz. “Parece óbvio, mas ferramentas que ajudam a lidar com a burocracia diária auxiliam no controle das informações de uma empresa e aumentam o índice de governança. A consequência disso é que erros de apuração para as obrigações fiscais são minimizados”, acredita.

O estudo da Endeavor também chama atenção para o fato de que os índices de irregularidades são elevados mesmo entre os escritórios de advocacia (80%) e de contabilidade (88%), que, em tese, deveriam estar mais preparados para lidar com burocracia e normas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *