Estudo mostra agilidade do mercado publicitário para driblar a crise em 2017
Para driblar as instabilidades econômicas e políticas que permearam 2017, o mercado publicitário precisou ir além da criatividade. Isso é o que mostra o ranking Agências & Anunciantes, veiculado pelo Meio & Mensagem com exclusividade nesta segunda-feira (28). O estudo feito em parceria com o Kantar Ibope Media e, que apresenta o volume dos investimentos publicitários no País, revela que apesar desses revezes, 22 das 50 agências que mais compraram mídia em 2017 apresentaram faturamento superior ao de 2016 (veja abaixo).
No ranking das agências, a My Propaganda, house agency da Hypermarcas, saltou da 7ª posição em 2016 para primeiro lugar. A agência movimentou R$ 1,3 bilhão, representando crescimento de 67%. A Y&R, que liderou por dois anos consecutivos, caiu para o segundo lugar ao sofrer uma baixa de -34% no faturamento. No Top 10 estão: Publicis (3º), Talent Marcel (4º), Ogilvy&Mather (5º), Artplan (6º), AlmapBBDO (7º), Escala (8º), LeoBurnett Taylor Made (9º) e Propeg (10º).
Das 50 agências analisadas, nove que não figuravam na lista anterior aparecem nesta edição. São: Alternativa Propaganda e Publicidade, Salve Tribal WorldWide, Mestiça, Gotcha, Rai, Ampla, OpusMultipla, Bigman e NBC. Já 17 apresentaram faturamento menor, entre elas BETC/Havas (-44%), MullenLowe (-36%), NBS (-31%) e Fischer (-24%).
O estudo também avaliou os 300 maiores anunciantes. A Hypermarcas conduz a lista com R$ 1,3 bilhão destinado à publicidade e registrando 67% de crescimento em 2017. A GenommaLab, companhia de produtos farmacêuticos e cosméticos, desceu para a segunda posição ao investir R$ 1,1 bilhão, mesmo com retração de 12% em relação ao ano anterior. Já aUnilever, apesar de reduzir os recursos em -34%, ocupa o terceiro lugar com investimento deR$ 656 milhões. Na sequência aparecem Ambev, P&G, Divcom Pharma, Claro, Caixa, Ultrafarma e Via Varejo.
“Os rankings informam investimento publicitário estimado mais próximo do que de fato foi negociado entre anunciantes, agências e veículos. Em breve, estas estimativas poderão ficar ainda mais reais, pois neste ano o mercado ganha um novo e importante indicador, o Cenp-Meios”, explica José Carlos de Salles Gomes Neto, CEO do Meio & Mensagem.
Entre os setores econômicos analisados por Agência & Anunciantes, os quatro primeiros colocados mantiveram suas posições. O setor de Comércio segue na liderança ao aumentar em 5% os valores destinados à mídia (R$ 7,9 bilhões). Em seguida, aparece a área de Serviços ao Consumidor, com R$ 4,5 bilhões, e o de Higiene Pessoal e Beleza, com R$ 3,7 bilhões. A Indústria Farmacêutica, ocupando o quarto lugar, movimentou R$ 3,7 bilhões. Ainda entre os dez principais setores, estão Financeiro e Securitário;Administração Pública e Social; Bebidas; Cultura, Lazer, Esporte e Turismo; Automotivo e Alimentos.
Acesse o link para conferir a metodologia, ranking dos 300 maiores anunciantes, 50 maiores agências e setores que mais investiram: http://goo.gl/fTuHLe








