A importância da realização da conciliação para o pequeno varejo

Henrique Carbonell.

Uma boa gestão financeira já é tarefa árdua por si só. Exige controle, visão e disciplina. A dificuldade então aumenta quando a parte de conciliação bancária e de cartão é negligenciada. Essa falta de certificação das vendas pode gerar prejuízos enormes ao lojista. Estima-se que 3% das vendas feitas em cartões podem ser perdidas por equívocos e falhas nos sistemas das operadoras, segundo levantamentos de mercado. Só por esse aspecto já dá para ter uma noção de quão importante é realizar essa gestão.

E nos dias atuais, mais do que nunca, é importante conciliar as vendas efetuadas no cartão, seja na modalidade crédito ou débito. Antigamente, o varejista, sobretudo de pequeno porte, tinha uma margem que possibilitava erros. Hoje, isso não é mais permitido e o varejo precisa realizar o controle de forma muito mais atenta. Prova disso são os dados que comprovam o peso das compras feitas com cartão. Só em 2017, essas operações somaram R$ 1,36 trilhão, de acordo com dados da Abecs, associação das empresas de cartões. Isso significa que 32,6% das compras foram feitas por esse meio de pagamento. Com esses números, é visível que a gestão de hoje não pode ser mais como era há 10 anos.

Entre alguns dos motivos para uma boa gestão na conciliação de vendas feitas por cartão estão a possibilidade de localizar possíveis fraudes em operações efetuadas ou cobranças duplicadas. Os processos de captura, autorização, provisionamento e liquidação financeira dos recebíveis de cartões são complexos e contam com a integração de diferentes tecnologias, que envolvem adquirentes, bandeiras, emissores e bancos. Ou seja, um ecossistema extremamente profundo.

Mas muitos varejistas ainda negligenciam a conciliação bancária e das vendas por cartão na gestão financeira da loja. Muitos não entendem a importância e não têm a noção que perdem dinheiro por não identificar as falhas. Isso acontece, sobretudo, por desconhecimento com as novas ferramentas que existem hoje.

Além disso, ter a visibilidade com a gestão do recebível impacta diretamente sobre o controle financeiro como um todo. Visualizar sobre o fluxo de recebimentos futuros permite adequar e atender necessidades pontuais de caixa e ainda ter em mãos informações confiáveis parar auxiliar na tomada de decisão. E isso são algumas das principais ferramentas das quais todo administrador deve ter à sua disposição.

Outro aspecto importante dessa questão diz respeito às fraudes. Atualmente ninguém está imune a essas ocorrências, sejam elas internas ou externas. Se no comércio eletrônico é importante se proteger contra o uso indevido de cartão, que resulta em prejuízo dobrado – perda do produto e ainda débito por chargeback-, no varejo, as fraudes podem acontecer por causa de operadores e vendedores mal-intencionados, que simulam vendas para depois cancelá-las ou mesmo registram compras que nunca aconteceram.

Sobre esse último aspecto, a atenção deve ser redobrada. Segundo já informou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 29% dos comerciantes e prestadores de serviços já enfrentaram algum tipo de problema ao realizarem vendas nos cartões de crédito e débito, vale alimentação ou por meio de pagamentos online. Por isso, o cuidado deve ser, especialmente, maior nesse quesito.

Por esses motivos, é importante que o varejista, principalmente o de menor porte, tenha a consciência que a realização da conciliação das vendas por cartão não significa apenas uma melhor gestão da operação, mas um ganho de produtividade que irá resultar em ganhos financeiros. E isso deve ser feito com as ferramentas adequadas. Ao implantar controles e processos, o lojista pode reduzir em até 70% o tempo gasto para conciliar as vendas com cartões. Isso sem contar os benefícios de ter informações confiáveis e em tempo real dos recebíveis de cartões.

O artigo foi escrito por Henrique Carbonell, que é sócio-fundador da Finanças 360º, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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