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Negócios com educação não são para amadores e escolas particulares do Paraná continuam investindo para não perder mais alunos

Esther Cristina Pereira: educação é um negócio que trabalha com conhecimento e emoções.

O setor de educação é um bom setor para investir, mas não é um negócio para amadores, pois precisa contar com bons administradores. Eu conversei com a presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe), a professora Esther Cristina Pereira, e ela me explicou que o setor está preocupado com a retração da economia, mas as instituições de ensino, tanto de nível fundamental, médio quanto superior continuam investindo para não perderem mais alunos.

No ano passado, por exemplo o setor de ensino particular paranaense perdeu 1200 alunos para as escolas públicas. No primeiro semestre deste ano, as transferências de alunos das escolas particulares para a rede pública continuaram, mas segundo me informou a presidente do Sinepe, há uma expectativa positiva para o próximo ano, tendo em vista que as escolas particulares passaram a ser mais visitadas por pais nos últimos meses, e isso poderá ser revertido em novas matrículas, que começam a partir de outubro. Atualmente, 18% total de alunos do Paraná estudam em escolas particulares. No Brasil, este porcentual é ainda mais baixo e não passa de 16%. De acordo com dados da Federação Nacional das Instituições de Ensino Privado, no Paraná , 406.177 alunos estudam na educação básica particular e 355.928 no Ensino Superior.

Esther Cristina me explicou que educação é um negócio que trabalha além do conhecimento, com muita emoção e sentimentos. Ou seja, não lida com a produção de produtos ou máquinas, mas sim com a formação de profissionais, o que faz toda a diferença para o segmento.

Quanto aos índices de inadimplência, quanto maior o desemprego, mais elevado é o índice de inadimplência das escolas, faculdades e universidades particulares. O presidente da Federação Nacional das Instituições de Ensino Privado, professor Ademar Batista Pereira, me informou que de janeiro a agosto o índice de inadimplência nas 3 mil escolas de ensino fundamental e médio do Paraná, a inadimplência está na casa de 10%. Nas faculdades e universidades, este percentual chega a 20%. Segundo o dirigente sindical, a inadimplência também varia de acordo com o modelo de negócio e com o número de bolsistas.

Rede Adventista cresce acima da média

Colégio Adventista no bairro Portão.

Já a Rede Adventista de Educação, que conta hoje com 18 mil alunos no Paraná, apresentou crescimento de 12,8% no número de alunos, nos dois anos últimos anos, e pretende crescer mais 10% em 2019. A expansão, segundo me disse o gestor da rede adventista de Educação, Jeferson Elias de Souza, vem acompanhada da inauguração de novas unidades pelas cidades paranaenses, da ampliação de outras e do investimento do corpo de colaboradores, formado por 800 professores. Neste final de semana a rede inaugurou o seu terceiro prédio em Curitiba, no bairro Portão, um espaço totalmente remodelado e voltado para atender as demandas da educação da cidade. O valor do investimento não foi revelado.

Para os próximos dois anos, a Rede Adventista de Educação está trabalhando no projeto de duas novas escolas, uma em Ponta Grossa e outra em Colombo, sendo que os locais para a construção já foram adquiridos. Os investimentos vão continuar. Existem ainda outros planos em fase de estudos, adianta o gestor da rede.

Eu perguntei ao gestor, como está sendo possível a expansão em meio à crise e ele me disse que a rede educacional Adventista é confessional, filantrópica e, portanto, não visa o lucro. “Nossas preocupações estão voltadas para o oferecimento de uma educação de qualidade pedagógica, mas que não descuide dos valores em que acreditamos, ainda mais necessários em momentos como o que vivemos em nosso país. Entendemos que Deus tem honrado a dedicação dos nossos educadores e administradores e nos permitido uma melhoria contínua das práticas de gestão, uma administração focada e responsável, a continuidade de índices baixos de inadimplência e a manutenção de reservas próprias. Esse cenário de crise externa e a casa bem arrumada nos ofertaram a oportunidade de um maior crescimento. Essas mesmas práticas e índices têm sido incentivadas para os três estados da Região Sul, onde a maior parte das 74 unidades têm avançado e obtido os mesmos resultados”, conclui.

Crédito da Foto: Estúdio Sabra – Luciano Damas

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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