Tanto a fusão quanto a cisão ou incorporação garantem benefícios às empresas que querem crescer, mas muitos empresários não buscam estas soluções por desconhecimento

Para se manterem mais competitivas diante da forte concorrência e de um mercado cada vez mais globalizado é necessário que as empresas reorganizem suas estruturas. E isso pode acontecer através da fusão, cisão ou incorporação. Só que muitos empresários deixam de buscar esta solução por simples desconhecimento.
Os três processos garantem benefícios relacionados ao desempenho econômico das empresas, entre os quais podemos citar a diminuição ou eliminação de concorrentes; minimização de custos; aumento das oportunidades de crescimento no mercado; diversificação dos negócios e mais acesso a financiamentos.

No primeiro semestre deste ano, o número de fusões e aquisições de empresas no Brasil cresceu 3% em relação a igual período de 2017, com 310 transações, segundo pesquisa da PwC. Na Região Sul, este porcentual foi bem maior e chegou a 9%, com 38 transações. Eu não encontrei dados oficiais sobre o número de cisões e incorporações de empresas.

É importante que os empresários entendam as diferenças básicas entre a fusão, cisão e incorporação, pois cada modelo tem diferenças, que vão impactar diretamente a sociedade. Por exemplo, entre a fusão e as demais modalidades, a principal diferença reside no fato de que na fusão há criação de uma nova empresa, formada a partir do patrimônio das antigas, que são extintas. Já na cisão pode ou não haver a extinção de uma empresa, que segmenta a parcela de seu patrimônio. Já na incorporação, há a compra da totalidade de uma empresa de menor porte por outra maior. Nesse caso, a incorporadora já operava no mercado com objetivos próprios. Há ainda outras formas de transação entre empresas como aquisição, transformação e joint venture, neste caso há associação de sociedades com fins comerciais, dividindo suas obrigações, lucros e responsabilidades.
Para as empresas que estão encontrando dificuldades para elevar as suas vendas, a fusão com sociedades do mesmo mercado ou produtos similares pode ser a solução ideal.
Mas, se o problema é intrigas pessoais ou não aceitação das decisões tomadas, a cisão da empresa pode ser a saída para fazer com que cada empresário adote o seu próprio caminho. Já se o problema é a falta de dinheiro para grandes investimentos a fim de acelerar o crescimento, a opção é a incorporação.
Enfim, como vimos, fusão, cisão e incorporação são ferramentas que podem ser a solução para que a empresa conquiste mais espaço no mercado. No entanto, é importante, que os administradores tenham o apoio de uma equipe capacitada e experiente em fornecer serviços societários, contábeis e fiscais para garantir que a melhor opção seja feita e que não haja arrependimentos depois.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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