Apesar da economia não deslanchar, empresas aumentam contratações de executivos

A procura por executivos financeiros e cargos de liderança continua em alta nas empresas paranaenses. Para algumas funções que requerem maior qualificação, em especial na área de Tecnologia da Informação, por incrível que pareça diante do elevado número de desempregados, há falta de profissionais. E isso não ocorre só aqui no Paraná, mas em nível de Brasil. Tem muita multinacional se vendo obrigada a buscar profissionais de TI no exterior.
Eu conversei com o headhunter e fundador da startup RecrutamentoFacil.com, Diego Godoy, e ele me explicou que os investimentos das médias e grandes empresas que começaram logo após as eleições, continuam este ano, embora a economia não tenha decolado.
Agora, o que está mudando são as formas de contratações. Diego Godoy me contou que desde que entrou em vigor a reforma trabalhista, 50% das contratações para cargos de coordenação, supervisão, gerência sênior, diretoria e vice-presidência estão ocorrendo em forma de Pessoa Jurídica. A tendência, segundo o diretor da RecrutamentoFacil.com, é de que o porcentual de pejotização aumente ainda mais. Na sua opinião, o grande ganhador do salário dos trabalhadores hoje é o governo, através da cobrança elevada de impostos tanto por parte das empresas, quanto dos funcionários.
Com relação a salários, eu perguntei ao headhunter se as empresas estão contratando, este ano, profissionais para cargos de gestão com salários maiores ou menores se comparados a anos anteriores, e ele me adiantou que os valores das remunerações durante o período de crise ficaram estabilizados, mas agora os salários oferecidos estão mais elevados, inclusive com reajustes acima da inflação.
Outro item que tem mudado também é a forma de remuneração variável dos executivos, que ocorre hoje de diversas formas, passando de um simples bônus a distribuição de ações. Aliás, este foi um dos temas discutidos esta semana, em Curitiba, durante evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, através da regional do Paraná.
Vale lembrar que o plano de Stock Options é também conhecido como plano de Opção de Compra de Ações. Neste tipo de plano, a empresa fornece ao funcionário a opção de adquirir as ações da empresa a um valor pré-determinado passado um certo período de tempo. A diferença deste tipo de plano para um plano de ações comum se dá no fato de que, em planos de Stock Options o participante adquire o direito de comprar as ações no futuro, mas não é obrigado a exercê-las de fato e não precisa pagar qualquer valor caso não as exerça.
A vantagem deste programa é que o colaborador pode exercer as suas ações a um preço abaixo do mercado (preço de exercício). Este valor pode ser baseado, por exemplo, no preço da ação da companhia no momento da outorga, ou seja, quando as partes assinam o contrato com as especificações do programa.
Após algum tempo estabelecido pela empresa, as ações podem ser vendidas. O beneficiário não necessariamente precisa vender as suas ações logo quando o prazo acabar, pode esperar o preço das ações aumentar para obter um lucro mais significativo.
Caso o funcionário seja desligado da empresa antes de terminar o prazo para exercer as suas ações, normalmente ele perde o direito de comprar as ações e não tem que desembolsar qualquer valor.
Vantagens do stock options
Esse tipo de plano é vantajoso para a empresa pois, além de atrair e reter os talentos, o funcionário sente-se “um pouco mais dono da empresa”, motivando-o a gerar mais lucros e a melhorar o desempenho da organização. Com isso, o valor das ações da companhia no mercado tende a crescer significativamente.
O Brasil, porém, não possui uma legislação específica sobre o tema. Por isso, é essencial seguir os procedimentos legais, conforme o estatuto da empresa. A existência de capital autorizado e o plano devem ser aprovados em assembleia geral da sociedade e registrado na Comissão de Valores Imobiliários (CVM).
É hora para trocar de emprego
E com o mercado de contratações aberto, Diego Godoy me disse que este é um excelente momento para os executivos trocarem de emprego. Segundo ele, a perenidade do emprego ainda existe em alguns segmentos, mas os ciclos estão se encerrando mais rápido, ou seja, o mercado é dinâmico e com isso a troca de executivos nas empresas se torna mais comum. O que se observa hoje é que tão logo o executivo sabe que cumpriu a sua missão e atingiu as metas propostas, ele vai em busca de outros desafios.








