Só com mais tecnologia será possível empresas reduzirem perdas de mercadorias no transporte

Só com mais tecnologia será possível empresas reduzirem perdas de mercadorias no transporte

O comércio eletrônico vem crescendo a passos largos, e, em muitos casos, os setores de logística e transporte de mercadorias não conseguem acompanhar esse desempenho na mesma proporção. E daí vem a seguinte indagação: Quem é que já passou pela angústia de ter que enviar uma encomenda para um destinatário específico com urgência e não tinha a certeza de que essa encomenda chegaria a tempo? Ou, então quem é que já se frustrou por esperar uma compra e ela não chegou na data prevista? Pois é, essas situações são mais comuns do que se imagina e acontecem, praticamente todos os dias. Daí vem a necessidade dos setores de transporte, logística e correios possuírem mecanismos que ofereçam mais visibilidade e rastreabilidade dos produtos, para minimizar os riscos de extravio, melhorando a experiência e satisfação dos clientes, alerta Vanderlei Ferreira, gerente geral da Zebra Technologies Brasil.

Só para se ter uma ideia, um estudo sobre consumidores realizado pela Zebra Technologies, aponta que 64% dos consumidores online solicitam a entrega dos produtos em casa, enquanto que 34% retiram na loja e 15% enviam para um local alternativo. Cumprir com esses pedidos sempre de forma precisa exige a visibilidade do inventário em toda a cadeia de suprimento.

Ainda segundo este estudo da Zebra, do qual eu tive acesso, 55% das empresas no mundo ainda usam sistemas manuais, que são métodos insuficientes para manter o controle de processos logísticos. Isso significa que ao utilizar esses mecanismos, elas não conseguem rastrear com precisão as entregas ou oferecer serviços que agreguem valor, como notificações por mensagem de texto que informam em tempo real a localização da mercadoria. No entanto, uma boa notícia é que soluções como computadores móveis ou smartphones de classe empresarial já estão disponíveis para suprir essa necessidade. Esses dispositivos são capazes, por exemplo, de fornecer a visibilidade necessária para saber em qual caminhão um determinado pacote está sendo transportando, com informações sobre o motorista e rota.

Observando a urgência em estarem atualizadas para era digital, muitas empresas de logística, já estão recorrendo as tecnologias modernas para oferecer mais automação, visibilidade de mercadorias e negócios inteligentes para competir na economia de consumo sob demanda. Além disso, há também companhias deste setor que estão analisando soluções avançadas, como drones e até robôs de entrega. Outras procuram terceirizar sua rede de entregas para cumprir todos os pedidos.

No Brasil, por exemplo, 73% das empresas de logística esperam expandir o uso de smartphones de classe empresarial em cinco anos, para equipar seus funcionários com a tecnologia necessária, melhorando a produtividade, a eficiência e a experiência do cliente. Esses dispositivos oferecem leitura de código de barras, GPS e conectividade de dados para permitir comunicações em tempo real.

No entanto, a velocidade na entrega dos produtos ainda continua sendo um desafio. Como os clientes estão exigindo cada vez mais das empresas, houve uma mudança para entregas mais rápidas no Brasil e no mundo. Atualmente, 45% das empresas brasileiras de Transporte e Logística realizam entregas no mesmo dia. Mas, a boa notícia é que segundo o Estudo da Zebra, esse número aumentará para 83% nos próximos cinco anos.

“Ao superar os desafios impostos por esse novo modelo de consumo, a indústria dará início a uma nova era tecnológica que trará produtividade, eficiência operacional e economia de custos. Isso se traduz em confiança dos clientes, pois eles sempre saberão onde o pedido está em tempo real, e como sabemos, não há nada mais importante para companhias do que ter a fidelidade de seus consumidores”, destaca Vanderlei Ferreira.

Desafio das devoluções

As devoluções não são um desafio novo para varejistas e marcas, mas representam uma preocupação infinitamente maior em um mercado omnicanal. Elas também são extraordinariamente caras e consomem as margens de lucro, que já sofrem pressões: segundo estimativas, os consumidores devolvem US$ 642,6 bilhões em produtos todo ano.

Segundo o estudo da Zebra, 87% dos respondentes concordam que aceitar e gerenciar devoluções é um desafio e 58% dos varejistas planejam contratar empresas terceirizadas para gerenciar as devoluções. Os comerciantes estão explorando novos modelos para compensar o custo das devoluções.

O estudo da Zebra descobriu também que 52% dos pesquisados de varejo acrescentam uma taxa às devoluções hoje, e 54% deles não têm planos de mudar isso no futuro. Dos 48% de comerciantes que não acrescentam essa taxa, mais da metade planeja fazer isso no futuro. Os tomadores de decisões estão testando soluções como aproveitar a loja como um hub para devoluções de produtos. Impressionantes 70% dos executivos entrevistados concordam que mais varejistas transformarão lojas em centros de distribuição que acomodam devoluções de produtos. De acordo com o estudo, a maioria dos varejistas que não oferece entrega gratuita, devoluções gratuitas ou entrega no mesmo dia atualmente planejam fazer isso no futuro e esperam contratar empresas terceirizadas para gerenciar o processo de devoluções.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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