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Autoatendimento é a chave para faturar mais no varejo

Vender mais é sinônimo de mais receita, margem e empregos, em qualquer setor da economia. No segmento de Food Service, por exemplo, que representa mais de 10% do PIB brasileiro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (ABIA), não é diferente. Com todos os desafios do mercado, o varejo teve de buscar maneiras inovadoras de continuar incrementando seu faturamento e, mais do que isso, fidelizando seus clientes.

Graças às tecnologias atuais, os varejistas têm encontrado novas formas de continuar alavancando seus negócios. Um dos recursos mais importantes é o autoatendimento, que além de oferecer benefícios para a operação como um todo, acarreta em mais faturamento para os estabelecimentos. Para entender as vantagens do autoatendimento em um negócio, é preciso ter em mente que os resultados são baseados em grandes entregas.

Vamos tomar como exemplo o mercado de Fast Food. A primeira delas é a redução de filas. Isso significa mais agilidade e conveniência para o consumidor. A segunda está na forma como a marca expõe seu cardápio, já que um totem, por exemplo, facilita a visão do cliente de toda a gama de opções de um jeito mais ilustrativo, o que pode aguçar o desejo de compra e pode aumentar até as chances da realização de uma venda considerada quase incerta para o fast food, como é o caso da sobremesa. Afinal, nesse ambiente é difícil que o consumidor volte ao caixa para fazer um novo pedido de sobremesa após terminar sua refeição.

Como consequência dos benefícios citados acima, o autoatendimento dá mais precisão ao restaurante na hora de escolher seu mix de produtos e promover ações que façam sentido tanto para a loja quanto para o cliente. Este canal permite, inclusive, a utilização de recursos promocionais, como banners animados e sugestões de menu, o que contribui para o aumento da conversão, do ticket médio e do engajamento do público. E por último, para completar todo esse pacote, o pagamento é o responsável pelo ‘grand finale’, já que essa etapa costuma ser realizada com cartões neste canal, então tudo fica ainda mais ágil.

Como era de se esperar, o autoatendimento já se mostrou tão eficiente que o gigante McDonald’s, por exemplo, anunciou para 2019 investimentos da ordem de R$ 9 bilhões, com foco em modernizar o atendimento em suas lojas ao redor do planeta. Só no Brasil, a companhia já investiu R$ 1,25 bilhão. O Bob’s, na mesma onda, já afirmou que pretende investir R$ 1 bilhão até 2023 em um plano de expansão que também inclui a modalidade que torna o consumidor protagonista de seu contato com as lojas.

A rede Taco Bell, que chegou ao território brasileiro recentemente, já tem grandes ambições para o mercado local, tudo com base em inovações que incluem o autoatendimento. Ainda este ano, o objetivo da marca é chegar a 40 franquias, com preferência a São Paulo e Rio de Janeiro. Até 2027, a ideia é atingir a marca de 200 lojas em território brasileiro.

E não é só expansão física que está no radar da empresa. Em termos de eficiência, a meta por aqui é que o tempo médio de atendimento seja de 2,5 minutos até 2020 – indicador que gira em torno dos 4 minutos atualmente. Prova de que o País está em destaque é que a Taco Bell no Brasil foi a segunda a receber os totens de autosserviço no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Muito além da alimentação

Apesar de todo – e verdadeiro – otimismo do mercado com este canal, ainda existem algumas barreiras culturais que levam as pessoas a ficar nas filas, sem levar o autoatendimento em consideração como primeira opção de contato. Porém, a solução é simples e está na maneira de uma marca se comunicar. Saber posicionar os totens estrategicamente e investir em sinalização para levar os consumidores ao serviço são medidas que podem fazer a diferença.

Junto com esse pensamento, é preciso garantir que a comunicação do autosserviço com a operação do estabelecimento aconteça da forma mais fluida possível. Isso porque os totens acabam se tornando parte fundamental do negócio e respondendo por grande parte da demanda gerada onde eles estão instalados.

Tanto é que, atualmente, outros segmentos do varejo se apropriaram da modalidade e também estão apostando no autoatendimento como uma forma de melhorar a experiência do consumidor. É o caso de bancos, estacionamentos, supermercados, cinemas e outros.

O Carrefour, por exemplo, equipou uma de suas lojas em São Paulo em meados de 2017 e já constatou que 9% das vendas desta unidade são oriundas do novo serviço.

Com esse mar de oportunidades, a conclusão é certeira: o segredo do sucesso está nas mãos do consumidor – literalmente

O artigo foi escrito por Rodrigo Andrade Oliveira, que é diretor de ofertas para Food Service na Linx.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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