Bancos private label são tendência para empresas que buscam cortar custos e expandir produtos

Bancos private label são tendência para empresas que buscam cortar custos e expandir produtos

Na esteira da popularização dos bancos digitais, a tendência é que empresas de outras áreas também passem a oferecer serviços como conta corrente, transações e cartões de débito e crédito. A avaliação é de Alex Silva, consultor especializado em finanças on-line. Ele aponta que o modelo de private label banking é atrativo tanto para companhias que desejam reduzir custos e criar uma infraestrutura própria para que seus funcionários recebam e controlem o salário, quanto para aquelas que buscam explorar um mercado ainda muito concentrado no país.

“Hoje qualquer companhia pode ter um banco”, diz Alex, ao fazer uma analogia com a evolução dos e-commerces para ilustrar a evolução que permitiu esse cenário. Uma década atrás, quem criava uma loja virtual precisava desenvolver toda a plataforma do zero. Atualmente, diversos serviços permitem customizá-la de maneira simples, a partir de templates que já estão prontos – o que permite o acesso a negócios do tipo mesmo para empreendedores que não dominam o know-how tecnológico. “Da mesma forma, temos soluções que oferecem uma infraestrutura bancária que pode ser adaptada para determinada marca”, explica.

Do ponto de vista prático, uma das maiores vantagens é a redução dos custos bancários. Para um negócio com mil funcionários, por exemplo, o consultor estima que a economia pode chegar a 70% ao substituir uma instituição tradicional para depositar o salário da equipe por contas geridas pela própria companhia. Os empregados também saem ganhando, com tarifas mais baratas e serviços como DOC e TED com custos menores, por exemplo.

Modelo em prática

Circunscrito ao mercado financeiro, o modelo de private label já é uma realidade. Nos Estados Unidos, uma empresa chamada Bancorp é responsável pelo backend de diversos bancos digitais, ou seja, marcas que customizaram uma plataforma que já estava pronta. Alex Silva aposta que este movimento deve escapar do cercado das fintechs.

“A tecnologia existe e já está bem próxima de nós. Além disso, a partir do momento que crio algo do tipo para meus colaboradores e funciona, porque não abrir para o mercado?”, questiona. Claro, há a dificuldade em competir em um setor extremamente fechado, mas o próprio surgimento dos bancos digitais mostra o quanto o público está carente de novos serviços financeiros.

Em alguns casos, é possível usar uma marca forte para catapultar essa nova frente de trabalho. O Corinthians, por exemplo, lançou um cartão pré-pago atrelado a uma conta digital por meio da plataforma ViViPAY. É uma mostra de como o Brasil segue a tendência, segundo Alex, que trabalha atualmente num projeto de private label para uma rede varejista.

A médio prazo, ele vê, inclusive, perspectivas de integração com outros produtos financeiros que nasceram na internet. “Você pode ter uma tecnologia blockchain dentro do sistema, o que permitiria fazer transações com criptomoedas direto do banco e até receber um salário em Bitcoins. Seria muito interessante”, aponta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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