Brasileiros utilizam mais canais digitais para transações bancárias básicas

Brasileiros utilizam mais canais digitais para transações bancárias básicas

A pesquisa Global Digital Banking Consumer, realizada pela Deloitte, revelou como os consumidores estão encarando a aceleração da transformação digital no setor bancário e quais são as lacunas que os bancos necessitam preencher para atender às expectativas, cada vez mais altas, desse novo perfil de consumidor.

Para muitas instituições financeiras, os canais online e aplicativos se tornaram tão importantes ou mais do que agências e caixas eletrônicos. De olho nisso, bancos ao redor do mundo já estão investindo em tecnologias digitais para alcançar a satisfação de seus clientes. “Os brasileiros se destacam como usuários ávidos dos smartphones também para os serviços bancários. O mobile se tornou o meio preferido dos clientes que usam os canais digitais para transações financeiras comuns, como pagamentos e transferências. Isso se dá pela personalização do serviço e usabilidade que o canal proporciona. Na realidade, os consumidores irão cada vez mais adotar o canal mobile como meio principal de interação com seus bancos”, declara Sérgio Biagini, sócio-líder da indústria de serviços financeiros da Deloitte.

Brasil

Os consumidores brasileiros, de uma maneira geral, apesar de satisfeitos com os serviços bancários online, ainda assim não veem estas instituições de forma tão positiva quanto veem suas marcas preferidas. Em comparação com os consumidores globais, os brasileiros não possuem satisfação e lealdade tão altas: no mundo, 63% dizem-se completamente satisfeitos com seus bancos, enquanto que no país, esse número é de 53%. Ao serem questionados se recomendariam suas instituições para outros, apenas 65% responderam positivamente, percentual pouco acima da média global (62%). A diferença de percepção entre a marca favorita e o banco principal se destaca quando 82% dos entrevistados brasileiros se impressionam com a qualidade dos produtos e serviços das marcas contra 48% de seus bancos.

No Brasil, os canais digitais são usados, principalmente, para serviços básicos como transações e extratos e status da conta. Por sua vez, os canais tradicionais dominam serviços complexos, mais orientados para consultoria, como empréstimos ou gestão de patrimônio.

Aventureiros digitais

Outro destaque da pesquisa é que 51% dos consumidores brasileiros foram identificados como aventureiros digitais – usuários ávidos dos canais digitais dos bancos e que possuem o costume de utilizar mais aplicativos para transações comuns como pagar contas, fazer transferências e checar o saldo. A amostragem nacional apresentou o maior índice de aventureiros, em comparação com a média global, que foi de apenas 28%.

No que diz respeito à segurança de dados, cerca de 88% dos consumidores acreditam que a confiança em manter suas identidades e informações seguras são atributos muito importantes em um banco e 82% ressaltam a importância da experiência consistente nas agências e com aplicativo, banco online, serviços de atendimento ao cliente e caixa eletrônico.

“Com conexões tecnológicas mais amplas, os bancos devem usar os dados sobre seus clientes para melhorar seu relacionamento com eles e atrair novos consumidores. Dessa forma, vão acelerar suas estratégias de transformação digital”, conclui Biagini.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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