Dia do caminhoneiro: como a tecnologia está mudando a vida na estrada

Dia do caminhoneiro: como a tecnologia está mudando a vida na estrada

Na era dos smartphones a comunicação e os negócios facilitados pelo uso da internet e da tecnologia não são mais novidade para ninguém. Para os motoristas de caminhão não seria diferente. Com o mundo na palma da mão, navegar nas estradas da web trouxe um novo significado para a categoria. De organização de classe – como no caso da paralisação em 2018 – à utilização de aplicativos para gerar novos negócios, a tecnologia mudou a vida do caminhoneiro moderno.

Uma pesquisa divulgada no começo do ano pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que o número de caminhoneiros conectados aumentou 20% em três anos. Isso significa novas oportunidades de negócios.

E não é à toa. O levantamento traz um dado bem interessante: depois do acesso às redes sociais, a segunda maior finalidade do uso da internet pelos caminhoneiros é para fins comerciais. Essa resposta foi dada por 55% dos entrevistados. Sejam motoristas autônomos ou de transportadoras, há um grande interesse em fazer negócios com a ajuda da tecnologia.

Um exemplo disso é o caso do Fretefy, aplicativo que facilita ao caminhoneiro encontrar oferta de cargas. Em seis meses operando no mercado, já possui 150 mil caminhoneiros inscritos na plataforma.

“Sem dúvida cada vez mais as diferentes profissões estão se adaptando à tecnologia e abertas aos benefícios que elas trazem. Essa facilidade é traduzida em aumento da lucratividade e produtividade para o setor e para o país. O Fretefy, por exemplo, é um facilitador na busca por carga. Auxilia o caminhoneiro a encontrar uma carga próxima e adequada ao seu caminhão e ainda, ajuda a aumentar a possibilidade do frete retorno”, comenta Gilmar Pertile, CEO do Fretefy. O acesso ao app é gratuito e toda a negociação pode ser feita sem atravessadores.

Há 22 anos na estrada, Walter Wormes Junior conta que o uso de aplicativos que auxiliam o motorista a melhorar seus negócios aumentou 80% o número de cargas realizadas por ele. Ele conta ainda que usa o whatsApp para dar sequência na negociação e fechar o frete.

Márcio Frezarin conta que utiliza muito a plataforma Fretefy para fechar fretes com seu principal cliente no sul. “Hoje em dia, em Curitiba, eu faço todos os meus carregamentos com o Fretefy. Cada vez a plataforma está melhorando mais com pagamento, saldo, entrega de canhoto. Várias empresas estão se adequando ao aplicativo e atendo meu cliente Mili por ali”, conta o caminhoneiro que está há 17 anos trabalhando com fretes.

Segurança na estrada

Segurança e rastreamento também são benefícios que a tecnologia permite que o caminhoneiro tenha na palma da mão. A conectividade traz com ela a insegurança por ser pública. Já há no mercado seguradoras que não estão garantindo o seguro da carga quando anunciada abertamente na internet. Estar conectado à uma plataforma profissional e segura faz a diferença nesse critério.

“Hoje o mercado de cargas está bastante preocupado com cargas divulgadas em portais da web, porque têm quadrilhas especializadas em roubo e desvio de mercadorias que usam estas informações públicas, com fácil acesso. Nosso aplicativo é mais seguro porque exige que o caminhoneiro se cadastre, registre fotos de seus documentos e veja apenas as cargas aderentes ao seu equipamento cadastrado, sendo que as informações do proprietário da carga não são abertas e divulgadas”, explica o especialista.

No quesito rastreabilidade, principalmente para aqueles que terceirizam seu caminhão ou possuem mais de um veículo, a tecnologia possibilita o controle total pelo celular. “Hoje é possível monitorar o veículo desde a coleta até a entrega final da carga. Pelo Fretefy é também enviado alertas de ocorrências, tudo visando aumentar a confiabilidade entre motorista e cliente, garantindo a precisão na entrega do serviço”, finaliza Pertile.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *