You are here
Home > Trabalho/Emprego > Nome sujo não tira vaga de emprego

Nome sujo não tira vaga de emprego

Ninguém quer ficar endividado e devendo na praça e, em tempos de crise financeira e alto índice de desemprego, esta situação pode ser inevitável. Diante desse cenário, algumas dúvidas surgem. A negativação do nome pode impedir o trabalhador de assumir um cargo em uma empresa?

O SPC e Serasa são os principais órgãos responsáveis por cadastrar o seu nome em seus respectivos bancos de dados em caso de inadimplência. Vale ressaltar que são empresas distintas, mas possuem bancos de dados interligados. Ou seja, se você estiver em um deles, automaticamente estará no outro. Com o nome sujo, você encontrará dificuldades em conseguir aprovação para fazer empréstimos, cartões de créditos, abrir uma conta corrente em um banco, entre outras restrições. E só! Não há prejuízo para quem quer encontrar trabalho.

Ato discriminatório

O Ministério Público do Trabalho considera discriminatório o empregador usar como filtro de recrutamento a consulta aos serviços de proteção ao crédito. A prática de atos discriminatórios que antecedem a contratação está prevista na Lei 9.029/1995, a qual estabelece no art. 1º a proibição da adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso ou a manutenção da relação de emprego. Em alguns casos, a restrição de crédito é levada em consideração somente em processos seletivos de certas instituições financeiras (mas em casos raríssimos e respaldados na lei, vale ressaltar).

Quando um candidato não consegue a tão sonhada vaga, os motivos são diversos:

  • A pessoa não se encaixa no perfil da empresa
  • A escolaridade não bate com a vaga
  • O comportamento na hora da entrevista final
  • O preenchimento da vaga por outro candidato mais preparado
  • O cancelamento da vaga por parte da empresa
  • Ou simplesmente não se candidatou para a vaga

Para Karina Pelanda, coordenadora de Recrutamento e Seleção da RH NOSSA, a consulta de CPF de candidatos e funcionários não é prática pertinente no processo de contratação. “Fazemos uma triagem com avaliações comportamentais e técnicas, sem considerar o chamado “nome sujo”. Nossos candidatos podem ficar tranquilos, não fazemos esta análise”.

Mesmo assim, há aqueles que acreditam não conseguir uma vaga por estarem com restrição no nome. A especialista da NOSSA esclarece que existem diversos motivos para uma não seleção: “Tem gente que acredita ter todas as competências para a vaga e julgam que foi esse detalhe, do nome sujo, que os desclassificou. Esquecem, ou não sabem, que para uma mesma vaga há diversos candidatos capacitados e muita gente com qualificação irá ficar de fora, por isso é normal que a empresa faça o processo completo, incluindo exames médicos e entrevista presencial, assim o contratante tem mais opções de escolha. Em nenhum momento o nome sujo é base, ou requisito, eliminar candidatos para uma vaga de trabalho, não se deixe enganar” completa Karina.

Um exemplo de como a qualidade do candidato é o que pesa favoravelmente é o de Mariana Orlato, que conseguiu em outubro do ano passado a vaga para trabalhar no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. “Tenho o nome negativado em um banco e, mesmo assim, consegui abrir conta salário para trabalhar. Com relação ao trabalho de recrutamento, nunca me questionaram a respeito e não interferiu em nada. Minhas habilidades foram percebidas pela equipe de recrutadores e foi isso que me deu o trabalho”, relata Mariana.

Avatar
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top