57% das indústrias paranaenses fizeram alguma inovação nos últimos dois anos

57% das indústrias paranaenses fizeram alguma inovação nos últimos dois anos

A indústria do Paraná inovou nos dois últimos anos, e este é fator positivo diante da crise, mas os números ainda são muito tímidos. Segundo pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná denominada Bússola da Inovação, em uma escala de 0 a 10, o índice que mede o caráter inovador de 2019 está em 4,71, ou apenas 0,05 ponto acima do indicador observado em 2017.

A pesquisa da Fiep ouviu 906 indústrias de 21 segmentos, em 113 municípios, sendo que 57% afirmaram ter realizado alguma inovação. Em 2017 este porcentual foi de 55%. Eu conversei com a gerente executiva do Observatório do Sistema Fiep, Marília de Souza, e ela me explicou que entre os principais motivos que impediram um avanço maior da inovação estão a dificuldade de captação de recursos baratos para investimento em pesquisa e desenvolvimento e a falta de interação com o ecossistema de inovação. Só para se ter uma ideia, 80% das indústrias paranaenses que passaram por algum processo de inovação não têm qualquer relacionamento com universidades, consultorias especializadas, parques tecnológicos, incubadoras ou com agências de desenvolvimento e pesquisa.

Marília de Souza, gerente executiva do Observatório do Sistema Fiep.

Outro ponto que precisa ser melhorado, segundo a gerente do Observatório da Fiep é a inovação disruptiva, ou seja, a maioria das nossas inovações são internas, visando adequação ao mercado. Nossas empresas não estão conseguindo inovar para fora, ou para o mercado mundial. Muitas, inclusive, não chegam a interagir nem com consumidores e fornecedores. Acontece que essa troca de informações é de fundamental importância para o sucesso de uma inovação.

Outro ponto da pesquisa que chama a atenção é em relação aos métodos de proteção, que são procedimentos que garantem mais segurança às inovações, dificultando cópias e imitações. Ao todo, 36% das empresas relataram ter marcas registradas, mas apenas 7% dispõem de registros de desenho industrial ou de patente de invenção. De acordo com Marília de Souza, isso mostra que as nossas inovações não são relevantes, pois quando se tem uma inovação mais significativa, necessariamente ela precisa de proteção.

Por fim, a pesquisa mostrou que a maioria das indústrias obteve resultados expressivos com os investimentos realizados em inovação. Neste sentido, a Fiep quer sensibilizar as empresas, mostrando com os apontamentos desse estudo as dimensões da inovação e que a partir daí, os empresários tenham um outro olhar sobre seus negócios.

Crédito das fotos – Gelson Bampi.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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