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Varejistas precisam ouvir expectativas de consumidores sobre adoção de tecnologia nos pontos de vendas

A A.T. Kearney, uma das maiores consultorias de gestão de negócios do mundo, com mais de 90 anos de trajetória global, acaba de divulgar os resultados da 2019 Consumer Retail Technology Survey. A análise aponta que, quando o assunto é tecnologia para lojas, a maioria dos varejistas ainda está aquém das expectativas dos consumidores. “Embora já tenham ouvido todo tipo de promessas relacionadas a tecnologia para varejo, os consumidores ainda esperam os varejistas entregarem aquilo que prometem”, diz o estudo, que ouviu mil pessoas nos Estados Unidos sobre o assunto.

Para dar uma ideia, a A.T. Kearney descobriu que, ainda que 75% dos entrevistados já tenham ouvido falar em tecnologias de realidade aumentada (AR), pontos de vendas móveis, check out sem caixa, telas interativas e impressão 3D para o varejo, apenas 33% já utilizaram alguma delas em suas experiências de compras.

Por exemplo, 45% dos consumidores disseram já ter ouvido falar em AR, mas nunca a experimentaram em uma loja. Os resultados são parecidos para as demais tecnologias: 60% para impressão 3D, 40% para pontos de vendas móveis, 36% para check out sem caixa e 30% para as telas interativas.

E a pesquisa alerta varejistas para outro dado. O levantamento aponta um aumento de cerca de 50% na relação entre o número de consumidores que indicaram que a tecnologia fez parte de suas experiências no passado e aqueles que esperam que ela influencie suas compras no futuro. Segundo os consultores, atender essas expectativas dos consumidores pode representar uma excelente oportunidade para os varejistas.

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Tecnologia nas lojas especializadas

As lojas de variedades, como grandes redes e hipermercados, lideram a corrida da tecnologia no varejo. Mas os consumidores esperam mesmo é poder contar com a inovação nas lojas de especialidades. Segundo o levantamento da A.T. Kearney, 45% dos entrevistados afirmam já ter visitado as grandes lojas de departamentos justamente por conta da tecnologia, contra 24% que contaram ter feito o mesmo em lojas especializadas. No entanto, 58% dos consumidores esperam que a tecnologia de varejo impacte as escolhas de suas lojas de especialidades no futuro, alcançando as facilidades já oferecidas nos grandes varejistas.

Experiência x conveniência

O estudo constata que os consumidores acostumados às grandes redes varejistas valorizam muito mais a conveniência do que as novidades, com 41% dos entrevistados afirmando que a tecnologia associada a conveniência influenciaram suas visitas às lojas, ante apenas 13% que teriam ido até alguma loja motivados por alguma novidade. Enquanto isso, as novas tecnologias pouco influenciam os frequentadores das lojas especializadas – a customização e a experiência de compra são mais importantes para esses consumidores do que a tecnologia de varejo em si. E quando o assunto é tecnologia, a principal aspiração do consumidor é que ela ajude a reduzir os tempos gastos no check out, mais do que em suas experiências de compra propriamente ditas.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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