Falta de planejamento dos empresários é o principal motivo que leva a maioria dos negócios à falência

Falta de planejamento dos empresários é o principal motivo que leva a maioria dos negócios à falência

No Brasil, entre 60% e 70% das empresas registradas legalmente não sobrevivem aos primeiros cinco anos de atividades. É claro que a instabilidade econômica em que vivemos não favorece os negócios, mas o que realmente tem causado a falência de um número tão expressivo de empresas?

Pois bem, eu fiz essa pergunta a alguns consultores, e a resposta foi unânime entre eles, ao apontarem que um dos principais motivos pelo elevado número de falências é a falta de planejamento dos gestores. Ou seja, pessoas sem qualquer preparação, ou mesmo empreendedores por necessidade, têm alguma ideia que julgam ser lucrativas e então resolvem abrir um negócio sem fazer muitas análises de mercado.

Acontece que o planejamento é fundamental para saber o rumo que a empresa deverá tomar nos anos seguintes. E este planejamento nada mais é do que um plano de negócios completo, contendo desde missão, visão e objetivos até uma projeção do negócio para os próximos cinco anos. Neste sentido, alguns pontos devem ser estabelecidos, como por exemplo: onde se quer chegar com a empresa? Como lidar com os concorrentes? Daqui a cinco anos como o empresário está se vendo no mercado? Ou ainda, o produto que comercializa tende a continuar crescendo no mercado ou chegará um momento em que terá que migrar para outras mercadorias?

A verdade é que o Plano de negócio é muito importante e ajuda os empresários a se prepararem para entrar em um mercado novo ou com muitos concorrentes. Agora, é bom ressaltar que só o plano de negócios não é garantia de sucesso, mas é a melhor direção que um empreendedor pode utilizar para se guiar.

No caso de microempresas, o cuidado deve ser redobrado na administração dos processos, na fixação de preços dos produtos e nas formas de pagamento dos clientes. Aliás, um negócio de sucesso hoje depende exclusivamente de como a empresa enxerga os seus clientes. Qualquer coisa que desagrade o consumidor é motivo suficiente para ele buscar o concorrente, nem que pague mais caro, mas o que ele realmente quer, é ser bem atendido.

Por fim, o empreendedor tem que ser inovador, e saber aproveitar as oportunidades do mercado, mas acima de tudo deve ser prudente e analisar todos os pontos positivos e negativos antes de abrir um negócio, evitando dessa forma cair nas estatísticas das empresas que não obtiveram sucesso.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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