Programa de Integridade proporciona vantagens competitivas às empresas

Programa de Integridade proporciona vantagens competitivas às empresas

A realidade das empresas está mudando, hoje, tão importante quanto gerar lucro é agregar valor ao negócio. Prova disso é a crescente adoção de programas de integridade, mais conhecido como compliance. Do inglês ‘to comply’, que significa estar em conformidade, no âmbito corporativo corresponde ao cumprimento dos regulamentos internos e das leis, particularmente no que diz respeito à conduta ética.

“O compliance é um mecanismo de autocontrole e preservação empresarial, uma vez que garante transparência na conduta de sua gestão e de seus atos, oferecendo à opinião um extrato de como ela se comporta no fazer de seus negócios”, explicou o advogado Luís Carlos Alcoforado, sócio fundador do Alcoforado Advogados Associados.

O programa de integridade pode trazer inúmeros outros benefícios, como a profusão de lucros e a agregação de valor à imagem da empresa. Isso porque as organizações que adotam o compliance dispõem de vantagem competitiva em licitações e acordos comerciais, bem como preferência em contratos feitos com a Administração Pública – em alguns casos, inclusive, o compliance é obrigatório, como no estado do Rio de Janeiro e em janeiro de 2020 no Distrito Federal.

Alfredo Dezolt, economista e Diretor Executivo da UGP Brasil, empresa que atua na implementação de programas de integridade, ressaltou a importância do programa de integridade para realização de novos negócios e parcerias com outras organizações, uma vez que empresas corretas buscam suas equivalentes. “A possibilidade de se fazer parcerias e angariar bons clientes é mais alta. Fusões, aquisições, abertura de capital, todos precisam de compliance”.

O programa de integridade auxilia também no gerenciamento de riscos, dado que “com a elaboração de uma matriz de risco confiável, a empresa antecipa crises e gerencia possíveis perdas, além de controlar o turn over de pessoal, funcionários e clientes”, comentou o Diretor Executivo da UGP Brasil. Desse modo, é possível que instituições abracem os objetivos propostos sem abrir mão de valores éticos empresariais.

Compliance e Lei Anticorrupção

A promulgação da Lei Anticorrupção (12.846/2013) também impulsionou a procura por programas de integridade, uma vez que a norma prevê a penalização da instituição em caso de irregularidades, principalmente se contra a administração pública. Caso autuada por corrupção, a empresa está sujeita a multas graves de até 20% do faturamento bruto, além do instrumento do acordo de leniência mais célere e alavancagem investigativa.

Entretanto, com o compliance a multa pode ser atenuada em até 4% (Art. 18 V do Decreto 8420/2015) como consta no Art. 7º: “Serão levados em consideração na aplicação das sanções a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica”. Ou seja, trata-se de um programa que demonstra que a organização está empenhada em seguir um código de ética e, com isso, atuar na prevenção dos desvios de condutas ou práticas ilegais, e em caso de corrupção, trata-se de um caso isolado.

“A cultura de ética empresarial traz diversas facetas que podem melhorar os lucros de uma empresa. Mitigação de desvios patrimoniais, manipulação de orçamentos, contratos com negociações espúrias – a presença do Código de Ética e Conduta e principalmente o canal de denúncias inibe muitas dessas ações, visto que o risco de que a conduta indevida ser descoberta aumenta”, explicou Dezolt.

Programa de Integridade – Compliance – UGP Brasil

No intuito de auxiliar empresas na implementação do compliance, a UGP Brasil criou um programa de integridade completo e integrativo, direcionado à efetivação de mecanismos que incentivam a conduta ética, moral e legal de organizações empresariais.

Para implantação estrutural e metodológica do compliance, os profissionais da UGP se respaldam nos diplomas legais que incentivam a adoção do programa de integridade, como a Lei de Defesa da Concorrência (12.529/11) e a Lei Anticorrupção (12.846/13). Ademais, é realizado um dimensionamento da estrutura e cultura organizacional, de modo a criar um projeto que reflita o DNA do negócio.

A implementação do Programa baseia-se na elaboração de um Código de Ética e Conduta da empresa, formulação dos procedimentos administrativos formais que viabilizem a introdução do compliance, treinamento e capacitação dos funcionários e colaboradores, implementação de plataforma web para denúncias de atividades antiéticas no ambiente empresarial e, por fim, monitoramento e diligências cabíveis quanto às denúncias recebidas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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