You are here
Home > Finanças > Clubes brasileiros precisam melhorar balanços para atrair investimentos

Clubes brasileiros precisam melhorar balanços para atrair investimentos

Longe das quatro linhas dos gramados, das partidas, dos jogadores e da torcida, o futebol brasileiro vive um momento de mudança. Pondera-se a necessidade de adoção de uma postura mais empresarial, em meio à paulatina abertura do mercado para investidores. Porém, a concretização desse processo depende do aprimoramento do balanço financeiro dos clubes, quesito no qual o País está atrasado.

“Temos alguns modelos de investidores no futebol, mas ainda é muito incipiente”, observa Carlos Aragaki, coordenador da Câmara de Contadores do Ibracon — Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. “Para que haja investidores, os clubes precisam oferecer informações claras sobre seus balanços financeiros. Estes devem ser validados por firmas de auditoria independente, exatamente como ocorre com as empresas listadas e de acordo com o previsto na Lei 9615/98, a Lei Pelé”.

Clubes são auditados

Desde a aprovação da Lei Pelé, de 1998, os clubes precisam elaborar suas demonstrações contábeis e ser auditados por firmas de auditoria independente. Estas, por meio de procedimentos técnicos, analisam se as informações apresentadas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a situação patrimonial e financeira da organização, o desempenho de suas operações e seus fluxos de caixa. As análises realizam-se de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Contudo, isso nem sempre acontece de maneira adequada. “Muitas vezes, a auditoria de clubes é feita sem a atenção aos principais eventos do futebol, já previstos na Interpretação Técnica Geral (ITG) 2003 para as Entidades Desportivas. Tais particularidades, a serem consideradas nesse segmento, implicam contabilizar o valor dos ingressos (borderôs), receita dos direitos de TV, venda de jogadores e custo da formação dos atletas de base, dentre outros itens”, explica Aragaki. “Times pequenos, da série B, por exemplo, que já estão sendo procurados por investidores chineses, não contam com profissionais especializados para esse tipo de serviço. Por isso, é necessário aprimorar e melhorar a contabilidade e a auditoria independente dos clubes, de modo que haja mais segurança e responsabilidade, além da busca incondicional por governança e transparência”, destaca o coordenador do Ibracon.

Esse aprimoramento terá de vir juntamente com outro ponto importante, que é a revisão dos estatutos sociais e o avanço relativo à criação de clubes-empresas ou sociedades anônimas desportivas. Assim, os times deixarão de ser entidades sem fins lucrativos, atraindo mais os investidores. Hoje, um exemplo de clube-empresa a ser citado é o da Red Bull.

Avatar
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top