Igualdade de gênero no empreendedorismo: estamos evoluindo nesse cenário?

Igualdade de gênero no empreendedorismo: estamos evoluindo nesse cenário?

O empoderamento feminino e a inclusão das mulheres em diferentes espaços na sociedade e, por conseguinte, nas mais diversas áreas no mercado de trabalho, têm sido uma discussão cada vez mais constante. Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), até 2030, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais que a masculina. Mudanças culturais, a conquista de direitos e um maior investimento em educação pelas mulheres explicam o movimento. E não é diferente quando falamos sobre mulheres no empreendedorismo.
De acordo com dados coletados recentemente pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o mapa de empreendedorismo no Brasil está concentrado principalmente no sexo masculino. Das 12.000 mapeadas, 84,3% são empreendedores homens, contra 15,7% do sexo feminino. Dentre os principais desafios está o olhar dos investidores para mulheres. 

O mercado de Venture Capital também é majoritariamente masculino. Segundo a International Finance Corporation, aqui na América Latina apenas 8% dos fundos de Private Equity ou Venture Capital têm mulheres na equipe de liderança.

O Cubo Itaú, maior hub de empreendedorismo tecnológico da América Latina, está ajudando a mudar esse cenário. Por lá, são 42 mulheres founders, e um desafio interno, com  ações frequentes para aumentar esse número. Além de incentivo constante para que cada vez mais mulheres sejam líderes e se tornem empreendedoras. 

Segundo a co-head do hub, Renata Zanuto, que mensalmente lidera o meetup ‘Mulheres ao Cubo’ – encontro regular presencial entre todas as mulheres do hub que almejam crescer profissionalmente e se tornar líderes em suas carreiras – o panorama do empreendedorismo feminino está longe de ter equilíbrio entre os gêneros, mas ela enxerga um caminho positivo à frente. 

“Desde de 2017 o Cubo desenvolve iniciativas para discutir a liderança feminina, não somente focado nas que já são líderes, mas para aquelas que querem ocupar posição de destaque no mercado. Mas, para isso, ainda é necessário incentivos constantes”, comenta Zanuto. Segundo ela, um dos principais desafios é fazer com que as mulheres se enxerguem na liderança, inclusive, ao se candidatar para oportunidades com potencial, mesmo que não preencham 100% os pré-requisitos da vaga.

“Entendemos que uma equipe ou empresa com mais diversidade tem resultados ainda mais positivos”, complementa.Os encontros, que acontecem mensalmente, discutem principalmente as mulheres no ecossistema de startups. Renata chama atenção para o fato de as founders ainda receberem menos investimentos e também sobre as mulheres ainda estarem em menor número se  comparado aos homens no setor de tecnologia, seja em ambientes acadêmicos ou em Startups.

Para ajudar a fomentar esse cenário e aumentar o número de mulheres como protagonista é que o Cubo desenvolve, também, o ‘Women in Tech’, que tem como objetivo incentivar, capacitar e aumentar a participação das mulheres no mundo da tecnologia e do empreendedorismo. “São ações de inclusão, networking e empoderamento para expandir perspectivas e possibilidades para as mulheres”, comenta a executiva.  

Renata finaliza dizendo que desafios não faltam para as mulheres no empreendedorismo, mas que, no entanto, essas adversidades têm ajudado a formar empreendedoras mais resilientes, experientes e confiantes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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