Mercado de drones cresce 150% nos últimos dois anos

Mercado de drones cresce 150% nos últimos dois anos

Um mercado que vem crescendo a passos largos é o de drones. Nos últimos dois anos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou crescimento de 150% no cadastramento de drones no país. Oficialmente estão cadastrados em todo o Brasil, 77 mil equipamentos, dos quais, 28 mil são para uso profissional e 49 mil para uso recreativo.  Porém, a estimativa é que o número de drones no País é muito maior, podendo superar 150 mil equipamentos. Isso significa 50% estão em situação irregular.

Portanto, o grande desafio, neste momento, é a fiscalização. Hoje, por exemplo, para operar drones para uso profissional com peso entre 25 e 150 quilos, o regulamento estabelece apenas idade mínima de 18 anos, certificado médico, licença e habilitação para o operador. Já os equipamentos com peso entre 250 gramas e 25 quilos terão que passar apenas por cadastro na Anac, se operados até 120 metros do solo. Abaixo de 250 gramas não há qualquer exigência na regulamentação, por causa do baixo potencial lesivo do equipamento. Segundo a Anac, a utilização de drones em desacordo com a norma implica em processo administrativo, civil e criminal. 

O Brasil responde atualmente por até 3% do total da comercialização de drones em todo o mundo. Mas, a previsão, é que para 2022 haja um crescimento de 90% nas vendas em relação a este ano. É que por executarem ações que até há pouco tempo eram feitas apenas por helicópteros, hoje,  por uma fração bem menor de custo, passaram a ser cada vez mais atraentes para diferentes segmentos de negócios.

E vale destacar também que a cadeia produtiva de drones é formada não só pela venda do equipamento e sua tecnologia embarcada, mas também pelos sistemas de pós processamentos de dados coletados e por uma infinidade de prestadores de serviços nas áreas florestal, de agricultura, mineração, mapeamento, segurança, construção civil, entretenimento, entre outras. Esta prestação de serviços gera com certeza a principal fatia de faturamento deste setor.

Quanto a valores apontados em pesquisas globais, um drone importado para uso recreativo pode ser adquirido por um preço médio de US$ 1200, enquanto que um drone para uso profissional não sai por menos de US$ 9200. É claro que no Brasil este valor em reais mais do que duplica devido ao câmbio e as altas taxas de importação. Mas, o Brasil já tem fabricantes de drones profissionais de asa fixa de muito boa qualidade e com preços bem mais acessíveis.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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