O que levou o preço do dólar a bater recorde histórico?

O que levou o preço do dólar a bater recorde histórico?

Em trajetória de alta desde o leilão do pré-sal, o dólar fechou a R$ 4,207 nesta segunda-feira (18), estabelecendo um novo recorde histórico nominal. Entre os principais motivos apontados pelo mercado financeiro está a instabilidade política da América Latina, que vem contaminando os mercados da região.

Além disso, existe um fluxo sazonal de divisas para o exterior no mês de novembro, o que acaba por desvalorizar o real frente ao dólar. Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura, aponta que motivos para a alta expressiva do dólar são tanto internos quanto externos. “O aumento da percepção de risco da América Latina e a indefinição do calendário das reformas fizeram o dólar bater o recorde de cotação nominal em relação ao real”, explica.

Para Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth, os motivos que vem levando a essa desvalorização do real vem sendo os mesmos das últimas semanas. “Não tivemos nenhum movimento extraordinário nessa nova máxima histórica. Seria um pouco de todas as coisas que vem impactando no câmbio, como fluxo negativo, incertezas no governo e as grandes crises que estão ocorrendo na América Latina, além do medo de uma estagnação nas reformas do país”, afirma.

Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, explica que essa alta é uma resposta do mercado ao cenário instável. “É um recado. Se medidas não forem tomadas a tendência é a moeda americana continuar nesse patamar mesmo, o que pode acabar jogando por terra todos os estímulos que o Brasil tem dado para a retomada econômica”, diz.

Segundo Laatus, o valor deve cair na medida que as crises políticas começarem a ser resolvidas. “Claro que existe um exagero, a tendência é esse valor voltar a cair. De certa forma, o mercado está trabalhando estável hoje”, completa.

Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, ressalta que o ambiente de insegurança política afasta investidores da região. “Nós estamos vivendo uma crise de confiança muito grande, não só em relação ao Brasil, mas em toda a América Latina. Na Bolívia, Chile, Argentina e Brasil temos insegurança jurídica, crise política, crise econômica o que acaba contaminando todo ambiente”, diz.

Bergallo conta que novembro é sempre um mês de alta, por ser o período do ano em que empresas multinacionais enviam seus resultados para o exterior. “Nós também temos um fluxo sazonal, sempre nessa época do ano, de empresas mandando dividendos e lucros pro exterior. Então, naturalmente, temos uma desvalorização do real nesse período e, somado tudo isso, tivemos essa máxima histórica do dólar em relação ao real”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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