Vantagens e cuidados em renegociar dívidas com bancos

Em tempos de Black Friday, começou a denominada “Semana da Negociação e Orientação Financeira”, uma oportunidade para quem tem alguma dívida com instituições financeiras de renegociar seus débitos, com descontos e condições melhores de pagamento. O mutirão é organizado pelo Banco Central e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contudo os bancos não são obrigados a aderirem o programa. Os descontos ofertados pelas instituições financeiras chegam até 92%, todavia cada banco terá sua própria porcentagem, sem um padrão definido.

Estão participando do programa: Bradesco, Banco Pan, Banrisul, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander. Algumas agências destes bancos terão o horário estendido até às 20 horas. Para quem não puder participar presencialmente, poderá acessar as plataformas digitais das instituições.

A importância dessa semana é devido ao aumento de inadimplentes no Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian, 63,2 milhões de Consumidores estavam inadimplentes em abril deste ano, o crescimento foi de 3,2% em relação a ano passado, aumentando em 2 milhões, batendo um novo recorde.

As vantagens para os consumidores inadimplentes aderirem o programa são:

– O desconto pode ser muito vantajoso por diminuir o valor da dívida;

– Caso esteja negativado apenas por uma dívida e o banco para quem está devendo adere o programa, fazendo o acordo, poderá ter a restrição financeira retirada de seu nome;

– O score aumentará, permitindo o financiamento de algum móvel ou imóvel, ou até mesmo a contratação de um empréstimo;

– Evitar ação de execução judicial;

Todavia, é importante o consumidor ter atenção e tomar alguns cuidados para não cair em golpes, uma vez que os criminosos estão sempre atentos. Assim, a orientação é de comparecer na agência para verificar as possibilidades de descontos e evitar o pagamento de boletos enviados por e-mail, pois pode não se tratar do banco e você consumidor acabar caindo em algum golpe.

Outro fator é estudar se realmente vale a pena o desconto. Portanto, procure fazer um cálculo a fim de comparar os descontos com o valor original e sua real possibilidade de pagar e quitar a dívida. Não é interessante realizar este tipo de acordo e não paga-lo, pois apenas renovará a dívida.

Dessa forma, aqueles que estão inadimplentes e pretendem regularizar sua vida financeira, retirando a restrição de seu nome e evitando um processo judicial, devem procurar a instituição financeira responsável e verificarem se o acordo será vantajoso.

O artigo foi escrito por Letícia Marques, que é advogada do escritório Aith, Badari e Luchin Sociedade de Advogados

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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