Coronavirus preocupa investidores e Ibovespa fecha com alta de 0,12%

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, fechou a quinta-feira (30) com alta de 0,12%, aos 115.528,04 pontos e volume financeiro de R$ 24,785 bilhões.
O índice acompanhou a recuperação dos mercados externos, além do fôlego sobre as perdas no setor bancário.
Dentre as ações que compõem o Ibovespa, os papéis que tiveram as maiores altas foram Gerdau, +2,78%, Cielo, +2,01% e Hypera, +1,96%.
As maiores baixas foram registradas pelas empresas Braskem, -3,04%, Weg, -3,35%, e Raia Drogasil, -2,56%.
Os papéis mais negociados foram das empresas: Petrobras PN +0,31%, Vale ON +1,48% e ItauUnibanco +1,46%.
O pregão da Bovespa foi marcado pelo receio de que o novo vírus descoberto na China traga impactos para a segunda maior economia do planeta. Hoje, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de emergência global por causa da doença, que matou 170 chineses até agora e se espalhou por 19 países. A China e países próximos adotaram medidas para conter a disseminação da doença.
O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China. A expectativa de desaceleração da economia chinesa impacta diretamente países como o Brasil, que exporta diversos produtos, principalmente commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático. Com menos exportações, menos dólares entram no país, pressionando a cotação para cima.
As expectativas em torno da política monetária também interferiram nas negociações. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define os juros básicos no Brasil. Caso a taxa Selic – juros básicos – caia para 4,25% ao ano, o país se tornará menos atrativo para os investidores externos, e a entrada de dólares diminuirá.








