Executivo 4.0 aumenta os desafios para empresas e recrutadores

Executivo 4.0 aumenta os desafios para empresas e recrutadores

Encontrar executivos de alto nível está cada vez mais difícil. Não só porque as exigências das empresas hoje são maiores, mas porque os profissionais disponíveis estão cada vez mais seletivos, com interesses que vão além de cargos, salários e benefícios. “As empresas querem executivos de alta performance, pensamento ágil, liderança estratégica e orientados para o cliente. Entre as prioridades dos candidatos estão também a integridade, a responsabilidade social e o balanço entre vida profissional e pessoal”, explica Márcia Reggiani de Almeida, que, a partir de 2020, assume a liderança da Reggiani Hunting, referência entre as empresas de headhunting de Minas Gerais.

Segundo ela, o fenômeno é global e foi constatado por uma pesquisa com 348 executivos de 30 países realizada este ano pela Glasford International – Executive Search Consultants, uma Cooperativa Global de empresas, com sede na Holanda, da qual a Reggiani Hunting é a única empresa membro cooperada em todo o Brasil.

Quadro 1: Executivo 4.0: expectativas de empresas e candidatos (Américas)

EXPECTATIVAS DAS EMPRESASEXPECTATIVAS DOS CANDIDATOS
1. Construir equipes de alta performance1. Construir equipes de alta performance
2. Agilidade2. Integridade
3. Liderança Estratégica3. Orientação para o cliente
4. Gestão de Mudanças4. Liderança Estratégica
5. Orientação para o cliente5. Responsabilidade Social Corporativa

Fonte: The Executive 4.0, Glasford International, 2019

A pesquisa, cujas conclusões podem ser avaliadas por regiões do mundo, mostram, por exemplo, que nas Américas há divergências nas competências que as empresas e os candidatos consideram essenciais para o ambiente de transformação atual. (ver Quadro 1)

Quadro 2: Executivo 4.0: “o velho” e o “novo”

Competências ideais em 2000Executivo 4.0
1. Orientação para resultados1. Construir equipes de alta performance
2. Gestão de Mudanças2. Liderança Estratégica
3. Visão Estratégica3. Integridade

Fonte: The Executive 4.0, Glasford International, 2019

Enquanto o foco em resultados, gestão de mudanças e visão estratégica eram requisitos do executivo “top” há alguns anos, hoje o perfil do Executivo 4.0 é aquele capaz de montar e gerir equipes de alta performance, de exercer real liderança estratégica e agir com integridade em relação às normas, aos valores, à governança. (ver Quadro 2)

“O desafio dos recrutadores é promover o ‘fit cultural’, que é o encontro de visões entre empresas e candidatos”, diz Márcia Reggiani. Segundo a Glasford International, os candidatos de alto potencial querem oportunidades para implementar suas ideias e influenciar o desenvolvimento de negócios, buscam uma identificação entre seus valores e os da empresa e exigem uma atmosfera positiva de trabalho. “A reputação das empresas já é um condicionante para a aceitação de ofertas para bons cargos”, explica a diretora-executiva da Reggiani Hunting. “Quando o ‘fit cultural’ não acontece, a capacidade das empresas em reter seus talentos é muito pequena”, alerta a diretora da Reggiani Hunting.

Renovação e ampliação

Márcia Reggiani, que é administradora de empresas com experiência em planejamento e controle em multinacionais, e que nos últimos anos tem atuado no recrutamento de executivos e profissionais estratégicos, assume a liderança da empresa no lugar de Maria Reggiani, que fundou a empresa há 28 anos e que deixa o dia a dia para tornar-se Conselheira da empresa. “É uma transição que vem sendo programada há três anos e que entra em vigor em 2020”, diz a criadora da empresa. Paulo Coutinho, outro sócio-diretor da Reggiani Hunting desde 1998, também comporá o Conselho de Administração, permanecendo, ao mesmo tempo, à frente das operações internacionais e do relacionamento com a Glasford International.

“Como conselheiros, teremos a responsabilidade de pensar estrategicamente a organização, definindo rumos, orientando e apoiando as tomadas de decisão com vistas a perpetuar a empresa no mercado, garantir a manutenção dos valores que fazem o seu diferencial no mercado, maximizar o resultado operacional e o retorno dos investimentos em bases  sólidas”, diz Maria Reggiani.

Em 2019, a Reggiani Hunting teve seu melhor desempenho dos últimos quatro anos e Márcia Reggiani mantém uma expectativa otimista em relação a 2020. A equipe foi reforçada com a chegada de consultoras associadas e o alcance de suas operações foi ampliado. Além de Débora Camilo de Souza e June Coutinho, que já atuavam na empresa há anos, juntaram-se ao time as consultoras Giselle Brighenti, na Gerência de Operações, e Andrea Bacci e Daniele Riêra, que agregam São Paulo aos mercados da empresa. O time de BH ainda ganhou a adesão das consultora Ana Luiza Ferreira e Paola Prates.

“Ganhamos em experiência, capacidade e amplitude para encontrar os profissionais certos para as empresas e as empresas certas para os candidatos”, diz Márcia Reggiani. “Vamos usar nossa experiência de mercado, nosso networking e nossas parcerias internacionais para ajudar as empresas e os candidatos a enfrentar e vencer os desafios desse novo mundo do Executivo 4.0”, conclui Márcia Reggiani.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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