Especialistas indicam as cinco colunas para sustentar PMEs em tempos de pandemia

Especialistas indicam as cinco colunas para sustentar PMEs em tempos de pandemia

A queda brusca das receitas das pequenas e médias empresas, principalmente daquelas que trabalham com o atendimento ao público, se tornou uma realidade para os brasileiros da noite para o dia. Apesar das medidas tomadas pelo governo, como corte de juros, adiamento do pagamento de impostos e aumento da liquidez das instituições financeiras para prover crédito, o fato é que a crise gerada pela pandemia vai levar muitos negócios à falência. Mas, ao mesmo tempo, é em tempos difíceis que novas oportunidades surgem e podem acelerar processos como a transformação digital das empresas. Confira a dica de especialistas.

1 – Saber o que o cliente deseja

O primeiro passo é entender as ansiedades dos clientes. Para isso, a tecnologia está a favor dos negócios através do uso da inteligência artificial. O sócio-diretor da Neurotech Rodrigo Cunha, afirma que atualmente algoritmos já permitem que cerca de 5 mil variáveis sejam avaliadas para o aprimoramento da gestão das experiências com o consumidor. Elas vão desde a forma como a pessoa manuseia o mouse até a velocidade da digitação. Desta forma são encontrados padrões de comportamentos.

“É extremamente importante tratar o cliente exatamente como ele está se sentido neste momento, onde prevalece a insegurança”, diz Cunha.

2 – Priorize a necessidade dos seus clientes

Ao entender os anseios do consumidor, a empresa deve fazer de tudo para atendê-los, priorizando suas necessidades. Uma clínica médica, por exemplo, pode se manter próxima ao paciente ao prover serviços de teleatendimento.

Para o sócio da DOC Concierge, empresa especializada em soluções financeiras para a classe médica, Renato Marques, assim como o mercado de restaurantes precisou se adaptar e basear sua operação no sistema delivery, os empreendimentos médicos terão que investir no atendimento remoto com base tecnológica para atravessar esse momento crítico.

“Não são todas as situações que permitem o uso do teleatendimento. Em alguns casos, a presença física é indispensável. Mas mesmo nos casos em que ele se aplica, é preciso seguir todas as recomendações para alcançar os melhores resultados”, ressalta.  

3 – Empatia, sensibilidade e solidariedade

Segundo o sócio-diretor da Adaction, veículo de comunicação especializado em ações de mídia digital, Thiago Cavalcante, o país está num momento no qual a empatia, a sensibilidade e a solidariedade serão muito valorizadas. Presas em suas casas, as pessoas desejam ouvir vozes conhecidas, ver pessoas amadas e buscar informações de alguém em quem possam confiar. Neste sentido trabalhar com influenciadores é uma forte estratégia. Porém, mandar vídeos com algum famoso sugerindo algum produto para um mailing geral seria um suicídio de imagem tanto para a marca como para o famoso.

Para evitar este erro ele reforça o recado de que a Inteligência Artificial permite entender o comportamento do consumidor por meio de sua navegação.

“É preciso detectar o momento e a forma de fazer com que a participação de um influenciador, por exemplo, seja recebida como uma ajuda bem vinda na hora certa e não como uma exploração comercial insensível”,”, explica.

4 – O fluxo de caixa precisa fechar

A crise servirá para um grande aprendizado no que se refere a finanças pessoais e corporativas. O gestor deve aproveitar esse momento para rever todos os gastos e eliminar gargalos. Dados de mercado dão conta que, até o mês passado, cerca de 90% das empresas de pequeno porte tinham capital de giro para seu dia a dia, mas não um colchão de liquidez para se proteger.

“Esse grande susto ensinará sobre o benefício de um comportamento mais precavido quando as coisas estão indo bem. Imprevistos sempre acontecem”, conclui Marques.  

5- Inovar com foco em receitas

Apesar do momento sugerir que projetos de inovação fiquem de lado em função de preocupações mais urgentes, a saída pode estar justamente na aceleração rumo a novas ideias, porém com um ajuste de foco.

De acordo com Marcelo Nicolau,  sócio-diretor da Play Capital, consultoria de inovação e venture builder, o momento é de apostar em inovações mais simples e imediatas que resolvam problemas momentâneos e que possam gerar receita às corporações no curto prazo, deixando as ideias mais ousadas e disruptivas para uma situação mais propícia a este tipo de investimento.

Ele afirma que já existe um movimento de seleção mais racional e menos glamourizado na escolha de projetos a serem implementados. “O que as empresas vão precisar nos próximos meses é de uma capacidade prática de tirar projetos do papel e fazer com que tragam resultados comerciais o quanto antes”, diz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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