Factoring pode ser alternativa para capital de giro das pequenas empresas

Neste momento de quarentena com o fechamento do comércio e serviços, já é possível sentir os duros reflexos para a economia. O grande problema das micro, pequenas e médias empresas é como arcar com os compromissos financeiros já que muitos dos provedores de crédito, influenciados pela incerteza em seus recebimentos suspenderam indistintamente suas operações, desassistindo até aqueles setores que não foram afetados pelas medidas sanitárias.
De acordo com levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), seis em cada dez donos de pequenos negócios, que buscaram crédito no sistema financeiro desde que a quarentena começou, tiveram o pedido negado. Diante dessa falta de recursos, como pagar funcionários, fornecedores, impostos e outros encargos?
Para Luiz Lemos Leite, presidente da ANFAC, as linhas de crédito disponíveis nas principais instituições financeiras dificilmente atingirão as micro, pequenas e médias empresas, que garantem o trabalho de cerca de 3 milhões de trabalhadores formais diretos e indiretos.
“Acreditamos que com a dificuldade de acesso aos bancos, as factorings serão procuradas por novos e antigos clientes, com dificuldades para renovar seus limites de crédito nos bancos. As empresas de fomento comercial, que só podem atuar com recursos próprios, estão tentando, junto ao governo, a liberação de recursos do BNDES e Sebrae, para suprimir essa demanda por crédito, comprando recebíveis gerados pelas transações mercantis realizadas pelas micro, pequenas e medias empresas, afim de propiciar o fluxo de caixa necessário para manter os negócios funcionando. Neste momento, não vamos desamparar nossa clientela e estamos empenhados em mostrar a nossa capacidade em apoiar micros, pequenas e médias empresas, que é o maior segmento empregador do País”, finaliza Lemos Leite.








