Crédito para capital de giro está inacessível

Crédito para capital de giro está inacessível

Das 10.812 empresas de locação de veículos que atuam no Brasil, mais de 90% não estão conseguindo acesso às linhas de crédito para capital de giro, conforme a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla). A dimensão do problema foi levantada no início deste mês de maio, em encontro remoto entre empresários do setor e a Fecomércio-SP, para evitar o contato pessoal durante a pandemia.

O economista Guilherme Dietze, da Fecomércio-SP, informa que as dificuldades de crédito atingem essencialmente empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e optantes pelo Simples. Boa parte destas locadoras sofre com crédito negativado, com o fato de não ter recebíveis e não poder dar imóveis como garantia”, afirma. “O crédito que vem sendo anunciado como acessível está, na prática, inacessível”.

Maior pressão

O presidente da associação das locadoras, Paulo Miguel Junior, acrescenta que neste momento a folha salarial e o pagamento de tributos são as demandas que mais pressionam as pequenas e médias empresas de locação.

“Os empresários estão cada vez mais preocupados com a falta de liberação de crédito para capital de giro, com juros aceitáveis”, afirma. “Os recursos previstos por programas do governo não estão chegando nas pontas, que são exatamente as pequenas e médias empresas”, alerta Paulo Junior.

Conforme a Abla, pequenas e médias empresas de locação de carros possuem, em média, caixa para 23 dias, “mas a paralisação já dura mais de 45”, diz Miguel Junior. O presidente da associação acrescenta que, além disso, o dinheiro ofertado por meio das novas linhas do governo, em parceria com os bancos públicos e privados, só pode ser acessado por pessoas jurídicas em dia com o recolhimento de INSS, “e não são todas as que estão nessa condição em meio à crise”.

Outro exemplo de dificuldade de acesso são os R$ 650 milhões de crédito anunciados pelo Banco do Povo Desenvolve SP, do Governo de São Paulo, dos quais R$ 100 milhões destinados ao turismo. “O prejuízo estimado para o varejo no estado de São Paulo durante a pandemia é de R$ 70 bilhões”, completa Dietze, da Fecomércio-SP. “Precisamos ter muito mais crédito para combater essa queda”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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