Funcionários em home office viram alvos para hackers

Funcionários em home office viram alvos para hackers

A rápida adaptação ao modelo de trabalho remoto imposta pela necessidade de isolamento causada pela pandemia da Covid-19, trouxe uma série de desafios para as empresas brasileiras. Apesar da corrida por tecnologias que permitam e protejam esse modelo de trabalho, o cibercrime também adaptou seus alvos e agora foca no elo mais frágil dessa cadeia: as pessoas. 

O volume de ataques por engenharia social, quando o fraudador convence pessoas a executarem ações que possibilitem o golpe ou o acesso aos dados, já demonstra crescimento substancial de quase 100 mil tipos de fraudes online que usam a palavra coronavírus, por exemplo.

O trabalho remoto favorece essa mudança de alvo, pois em casa a tendência é que os funcionários “baixem a guarda” muitas vezes negligenciando as políticas de segurança constantemente reforçadas no ambiente corporativo. Mas principalmente, é comum que uso de dispositivos pessoais e redes de Wi Fi pessoais para atividades profissionais, abrindo portas para às informações de clientes e empresas.

Para se aproveitar dessas vulnerabilidades, os fraudadores usam, principalmente, métodos mais populares, como o phishing, vishing, smishing, pretexting  e o quid pro quo, não tão popular, mas que vem crescendo diariamente.

O phishing consiste em tentativas de fraudes por meio de e-mails falsos, onde os cibercriminosos atraem as vítimas para acessarem cópias de páginas idênticas a de sites como o da própria empresa ou de serviços. O vishing, é executado pelo atacante em ligações telefônicas, a fim de obter informações estratégicas da empresa, ou também para realizar compras ou saques em nome da vítima. Já o smishing, por sua vez, testa golpes por sms e mensagens via celular, onde o usuário do telefone é convencido a baixar um vírus ou malware em seu dispositivo móvel ou a fornecer seus dados pessoais.

Também tornou-se comum entre os cibercriminosos o pretexting, que ocorre quando o atacante finge ser um colega de trabalho ou o chefe a fim de exercer sua autoridade para demandar ações, solicitar informações ou simplesmente usufruir de seus benefícios, podendo ocorrer via e-mail, telefone, SMS e até mesmo pessoalmente. Já o quid pro quo, não tão popular mas que vem crescendo diariamente, é um ataque que ocorre no processo de troca e não necessariamente envolve bens financeiros e é executado, por exemplo, quando as vítimas respondem a uma pesquisa e assinam com seus dados pessoais para validação, facilitando para os cibercriminosos o roubo de seus dados.

Todas essas formas de ataques consistem em gatilhos que envolvem o emocional da equipe, como a curiosidade, preguiça, comoção, vaidade e ansiedade. E, para que todos estejam preparados para os dias longe do ambiente formal de trabalho sem correr riscos, o ideal é que a organização crie, no mínimo, processos internos, como por exemplo, definir canais formais para que mensagens importantes trocadas pelos colaboradores possam ser autenticadas e que se precisarem de ajuda, isso seja feito de maneira organizada e em um ambiente próprio para isso. 

Auxílios informais devem ser evitados, como pedir ajuda a pessoas que não façam parte da equipe de TI da empresa, além do mais, os colaboradores também devem ser instruídos a não acessarem arquivos sensíveis quando logados no ambiente corporativo em seus dispositivos. Por isso, treinamentos e testes preventivos para a conscientização de toda a  organização devem ser investimentos a pequeno e médio prazo, assim, os possíveis ataques serão combatidos na mesma proporção.

O artigo foi escrito por Denis Riviello, que é Head de Cibersegurança da Compugraf.  

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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