Atualizações do Banco Central levam o ecossistema bancário a um novo patamar de inovação

Atualizações do Banco Central levam o ecossistema bancário a um novo patamar de inovação

Desde que o Banco Central do Brasil (Bacen) anunciou o PIX como a sua nova ferramenta de pagamentos instantâneos, vejo as pessoas comentando dos benefícios que a tecnologia trará para os indivíduos, empresas, bancos e governo, já que permitirá que as transferências financeiras e os pagamentos no geral sejam realizados em até dez segundos, 24 horas por dia, 7 dias da semana e 365 dias por ano. Além de sinalizar o fim da TED e do DOC no país, a solução visa reduzir os custos das operações, tornando os processos menos burocráticos.

Temos um mercado financeiro extremamente concentrado e engessado. Entendo, então, que o ponto mais importante da chegada do PIX é a inclusão das fintechs e das empresas que de alguma forma atuam no setor. O PIX vai permitir que todos os players conversem entre si, abrindo um leque de possibilidades, democratizando o acesso e trazendo inovação. Em outras palavras, usuários de contas digitais e de contas bancárias poderão fazer transações monetárias entre si sem interrupção – algo inimaginável, já que atualmente tudo é processado pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e por isso existe a questão de datas e horários de funcionamento.

A história da evolução do dinheiro está ligada a dois grandes pilares: autenticação e logística. A autenticação está ligada à fraude e segurança. Antigamente, quando se transacionavam moedas de ouro, autenticação era uma pessoa olhar a moeda e conferir se ela realmente tinha o valor que apresentava.

Quando pensamos em cartão de crédito, autenticação é o varejo, por exemplo, ter a certeza de que quem está fazendo uma compra é o dono do cartão. Ao pensar no PIX, estamos diante de uma autenticação criptografa muito mais moderna e altamente segura. A logística, por sua vez, é a transferência de riqueza muito mais eficiente.

Outra grande vantagem do PIX é o custo no longo prazo. Segundo uma tabela de pagamentos divulgada pelo próprio Banco Central, dez transações custarão um centavo. Isso é uma redução de custo absurda! É verdade que diversas contas e bancos digitais já oferecem o TED de graça atualmente, mas vale o esclarecimento: isso é um subsídio e as empresas compensam posteriormente na CIP. O PIX, com essa despesa, permitirá que as estratégias adotadas pelas fintechs seja algo bem mais duradouro.

Acredito que tenha ficado claro que toda a sociedade só tem a ganhar com as atualizações do Banco Central. A solução dos pagamentos instantâneos vai trazer mais disruptividade e dinamismo para quem atua no mercado financeiro, tornando um ambiente de mais concorrência. E todo ambiente onde tem maior concorrência, tende a ter mais inovação. É o que precisamos.

O artigo foi escrito por Diogo Cuoco, que é founder e CEO da TakiPay, startup credenciada do Denatran com soluções para parcelar no cartão diversos tipos de pagamentos de tributos e boletos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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