Em tempo de pandemia, restaurantes trocam guardanapos de pano por papel

Em tempo de pandemia, restaurantes trocam guardanapos de pano por papel

Na pandemia da Covid-19, os restaurantes, assim como outros estabelecimentos e setores, estão tendo que se reinventar para voltar a atender os clientes. Entre as adequações indicadas pelos órgãos de saúde pública para a retomada gradual das atividades, está o distanciamento de mesas, ventilação natural, desinfecção de objetos e a preferência por produtos descartáveis. Neste sentido, a fim de oferecer maior segurança e higiene ao público, estabelecimentos decidiram trocar também os tradicionais guardanapos em tecido, por opções descartáveis. A tendência por mudança no consumo fez com que empresas especializadas registrassem uma maior procura pelo produto nos últimos dias.

Nas determinações ao setor, estão as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitando o oferecimento de álcool em gel em locais visíveis, distanciamento de pelo menos 1 metro e uso obrigatório de máscaras tanto para clientes como para funcionários. Além das recomendações da OMS, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) trouxe também medidas específicas para o ramo alimentício. Entre essas medidas consta o distanciamento nas filas, de 1 metro entre as pessoas, ter um ambiente bem ventilado naturalmente e, se possível, oferecer materiais descartáveis para os clientes, como talheres, a fim de evitar a reutilização.

Os cuidados, que já eram necessários antes da crise de saúde, se tornaram redobrados em combate ao novo coronavírus. Um dos locais que saiu na frente para se adaptar ao “novo normal” foi o Euro Bistrô, em Curitiba. Seguindo as recomendações públicas, necessárias para poder reabrir e atender o público, houve outra mudança no hábito do local. “Trocamos recentemente os guardanapos de tecido pelos de papel. Além da economia, podemos mostrar responsabilidade em reforçar a higiene na pandemia”, explica o gerente Ademir Siqueira.

O Velho Madalosso, restaurante que faz parte do reconhecido maior complexo gastronômico das Américas, trocou o tecido pelo papel há mais de um ano, antes da pandemia. O motivo para a troca, entretanto, foi o mesmo das preocupações atuais, conforme explica Aloione Domakoski, responsável pelo setor de compras do local. “A troca se deu pela higiene. Agora, é ainda mais para mostrar a preocupação que temos com a saúde para os clientes”. Questionado sobre a mudança de material, ele diz que os guardanapos especiais foram bem aceitos pelos clientes, visto o design sofisticado e a boa qualidade de absorção.

Novo comportamento, novas demandas

Para o Diretor de Negócios da Relevo Guardanapos, João Rufatto, mesmo em preocupantes tempos de crise de saúde e de finanças, há uma nova necessidade de consumo dos restaurantes. Ele afirma que a procura pelos guardanapos de papel aumentou cerca de 400% do começo de abril até o dia 08 de maio de 2020, com clientes fechando negócio e trocando o guardanapo de tecido pelo de papel. Do total de restaurantes que ainda usam guardanapo de tecido mapeados pela Relevo em Curitiba e São Paulo, 30% já vieram consultar a empresa para entender mais e ver as opções de catálogo.

Rufatto calcula que o crescimento das vendas após a incidência da Covid- 19 será de 10% ao mês, permitindo a retomada neste setor que foi fortemente impactado pela pandemia. Para ele, isso se dá pelo papel sair na frente nos tempos atuais. “Ao adquirir o produto, o comprador o recebe lacrado. Isso, unido ao fato de que o guardanapo é feito de forma certificada com máquinas — com quase nulo contato humano, traz segurança para as medidas de higiene”, conta.

Os guardanapos de papel proporcionam também, praticidade no uso e na logística. Com eles, não é necessária a higienização específica das lavanderias, o transporte de ida e vinda e a gestão de estoque. Além disso, os guardanapos especiais, mesmo sendo descartáveis, são diferenciados, possuindo qualidade para que o uso não seja desenfreado, com poucas folhas sendo satisfatórias para o cliente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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