Pesquisa mostra que apenas 3% dos RHs já passaram por transformação digital

Pesquisa mostra que apenas 3% dos RHs já passaram por transformação digital

Em meio à pandemia do novo coronavírus, muitas empresas se viram diante do desafio da adaptação às mudanças decorrentes do isolamento social, como colocar os funcionários em home office sem deixar de manter a produtividade e o engajamento.

Agora, em que as empresas já discutem como vão atuar no mundo pós-pandêmico, uma pesquisa da Apdata revela que elas não estão preparadas para essa nova realidade: os dados mostram que apenas 3% das organizações do país já passaram por uma Transformação Digital. São aquelas que possuem suas estruturas de software de Recursos Humanos na nuvem ou utilizam tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e automação.

Para fazer a pesquisa, a Apdata entrevistou 106 líderes de Recursos Humanos de diversas empresas do país entre novembro de 2019 e fevereiro deste ano.

A maioria (73%) das organizações está em algum ponto dessa transição digital – quando alguns processos permanecem manuais, enquanto outros já são digitais. Dessas, 47% já adotaram inclusive algumas tendências de Transformação Digital, como a implementação de Portais de RH, plataformas e processos automatizados, como assinatura de ponto eletrônica pelos funcionários.

Outras 22% contam apenas com sistemas internos para folha de pagamento e registro de ponto, com a maior parte das tarefas ainda manuais, como mensurações básicas de produtividade e atividades do dia a dia, que exigem a presença física no escritório.

Para Paulo Oliveira, coordenador de marketing da Apdata, a pandemia fez com que mais empresas percebessem a realidade demonstrada na pesquisa. “Antes da crise, havia um processo tímido de percepção do RH como um lugar estratégico para as organizações. Agora, no meio dela, ficou mais claro o quanto esse processo de Transformação Digital da área é fundamental não apenas para que as operações continuem no mesmo ritmo, mas para as empresas entrem no mundo pós-covid prontas para as mudanças que o mercado vai exigir”, diz.

“Agora, é importante que o Recursos Humanos direcione os projetos de Transformação Digital das suas organizações, porque ele está no centro da discussão desse futuro próximo, desse ‘novo Normal’ que está sendo tão falado pelos especialistas”, completa.

Outros dados da pesquisa apontam para o status da Transformação Digital nas empresas: 74% delas ainda não usam Inteligência Artificial, enquanto outras 16% possuem algumas ferramentas com esse conceito. Quatro em cada dez lideranças (40%), enfim, dizem que não estão familiarizadas com o assunto Transformação Digital.

“Nosso desafio será apontar caminhos para a transformação digital das empresas, porque, se por um lado há um processo lento nessa direção, por outro a gente já percebe que a pandemia fez com que elas entendessem a importância de implementá-la”, finaliza Paulo Oliveira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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