Para driblar crise, empresas ajudam restaurantes a reduzir desperdícios de alimentos nas cozinhas

Para driblar crise, empresas ajudam restaurantes a reduzir desperdícios de alimentos nas cozinhas

Segundo pesquisa da World Resources Institute, 41 mil toneladas de alimentos são jogados fora anualmente no Brasil, sendo que 15% desse desperdício vem de estabelecimentos como restaurantes, bares e lanchonetes.

Além do consumo desenfreado, o setor convive com baixíssimos faturamentos e insegurança com a reabertura do comércio em boa parte do Brasil, após 4 meses paralisados por conta do novo coronavírus. Em São Paulo, por exemplo, metade dos restaurantes decidiu não reabrir as portas ainda, segundo a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP).

Demitir não é a solução

A solução encontrada por donos de bares e restaurantes para não fecharem as portas foi a demissão de funcionários. Entretanto, isto pode não ser suficiente para o negócio.

Com o objetivo de reorganizar a gestão dos estabelecimentos e aumentar sua produtividade, algumas empresas já atuam no mercado e usam o sistema Cook n’ Chill, termo em inglês que significa “cozinhar e resfriar”, que diminui até 80% o consumo de alimentos nas cozinhas e ajudam os restaurantes a produzir.

É a metodologia usada na Satoru Food Service Consulting (www.satorufsc.com.br), empresa fundada em 2019 responsável pela consultoria gastronômica de estabelecimentos comerciais, que atua na principal dor de pequenos e médios empresários do setor: o custo operacional da cozinha.

Aumento da produtividade

Para o fundador da Satoru Food Service, Guilherme Satoru, a implantação de sistemas como o Lean Kitchen, sistema japonês de gestão, em que prevalece a ideia de aumentar a produtividade com menos consumo, e o próprio Cook n’ Chill, é capaz de não só diminuir em 80% o desperdício de alimentos, mas também de aumentar a produtividade na cozinha em 60%.

“São práticas simples como aproveitar melhor os espaços disponíveis na cozinha, usar os equipamentos mais adequados para cada projeto, resfriar os alimentos da forma correta, entre outras ações. O segredo por trás do negócio da alimentação não é vender caro, mas sim ter uma compra de ingredientes eficiente, um processo fabril a baixo custo e orientar os funcionários a realizar as tarefas com menos esforço”, destaca Satoru.

Rotulagem

Para manter a qualidade dos alimentos, a empresa também fica responsável pela rotulagem e informação nutricional, desenvolvimento de fichas técnicas e criação de receituário padrão. “Nós propomos otimizar os processos gastronômicos por meio da análise de todo o processo de cozinha do cliente, identificando equipamentos e estrutura que melhor atenda o seu público, ou implementamos um sistema de cozinha desde o início”, explica Satoru.

Situada em São Paulo, a Satoru Food Service atende restaurantes, bares, lanchonetes, moteis, cafeterias, supermercados e postos de gasolina que oferecem rotisserie e qualquer tipo de cozinha profissional, e cresce em um mercado com outras grandes do setor como a Guersola, Galunion, Cozinha Lean, entre outras empresas.

“Trabalhamos com fluxo de trabalho previsível e padronizado, o que possibilita uma equipe trabalhando de forma mais harmoniosa, sem pressão e assédio na cozinha. A cozinha é pensada nos moldes de uma indústria, onde todos os métodos são planejados para que todos se beneficiem: empresa, funcionário, meio ambiente e o consumidor”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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