Indústria chinesa vira sinônimo de segurança e excelência para a produção de empresas brasileiras

Indústria chinesa vira sinônimo de segurança e excelência para a produção de empresas brasileiras

O Brasil exportou US$ 34,3 bilhões para a China entre janeiro e junho de 2020 – no mesmo período, a importação oriunda do país asiático foi de US$ 16,6 bilhões. Números que fazem da China o nosso principal parceiro comercial. Historicamente, o Brasil exporta produtos agrícolas e importa peças para fazer a montagem em fábricas brasileiras ou produtos manufaturados diversos. O aproveitamento da produção de excelência chinesa é uma maneira encontrada há décadas por empresas brasileiras para oferecer produtos com altíssimos índices de qualidade e preços competitivos.

Por muitos anos, a importação de matérias-primas e produtos da China foi interpretada como sinônimo de produtos baratos e sem qualidade. Mas esta não é a realidade atual. As principais empresas do globo, incluindo marcas com produtos para o mercado mais luxuoso, como a Apple, se utilizam de fábricas chinesas devido aos custos produtivos e da mão de obra do país, que tornam o processo mais barato do que em outros locais.

Laquila_2.jpgLíder do mercado de motopeças na América Latina, a paranaense Laquila atua há mais de três décadas em parceria com fábricas chinesas. Inicialmente, alguns produtos da empresa sofriam com certa desconfiança e preconceito do mercado, mas procedimentos de ponta estabeleceram processos de controle de qualidade em prol da segurança dos produtos desenvolvidos e vendidos pelas suas 25 marcas próprias, entre elas GP7, KMP e WW3, e 16 representações.

Vantagem competitiva

“Antigamente, achava-se que a qualidade ruim era da China, enquanto a boa vinha de Taiwan. Toda a tecnologia boa de Taiwan está na China agora. Temos fornecedores que eram de Taiwan e migraram para a China, porque o ambiente econômico é mais barato”, comenta a gerente de Suporte Comercial da Laquila, Iael Trosman. “Trata-se de um movimento que está acontecendo há 30 anos, visando ganhar uma vantagem competitiva dentro do mercado. E, no fim das contas, acaba sendo bom para todo mundo”, complementa.

Para Iael, a expertise no mercado somada ao conhecimento de parceiros do país oriental (tanto as próprias fábricas quanto empresas que fazem o acompanhamento dos processos) garantem a qualidade total dos produtos importados.

“Pela nossa experiência, os contratos com esses fornecedores são bem amarrados, garantindo que a entrega seja dentro dos parâmetros de qualidade que estabelecemos, pensando sempre na segurança e confiabilidade dos produtos”, afirma. Iael relata que a empresa realiza vistorias anuais e visitas sem agendamento prévio para fazer a verificação e seleção das fábricas parceiras.

“Nos encontros, acompanhamos o processo fabril como um todo, o que diz muito sobre os produtos de cada fornecedor. É possível encontrar diversos níveis de qualidade na China, por isso precisamos conhecer bem as fábricas do local e seu controle de qualidade interno para escolher os parceiros adequados e garantir os parâmetros exigidos”, completa Iael.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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