Com menor movimentação de estoques, exportações de suco de laranja recuam 26%

Com menor movimentação de estoques, exportações de suco de laranja recuam 26%

Os embarques totais de suco de laranja brasileiro (FCOJ Equivalente a 66º Brix), no período de julho a setembro, que marca o primeiro trimestre da safra 2020/2021, fecharam com um volume de 223.682 toneladas. O número representa uma redução de 26% em relação aos primeiros três meses da safra passada, quando foram exportadas 302.261 toneladas. Em faturamento, as exportações somaram US$ 316,7 milhões no período, ante as US$ 528,2 milhões registradas de julho a agosto de 2019.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a baixa pode ter como explicação dois motivos. O primeiro é o tamanho da safra 2019/20 que deu origem a uma produção de 1,2 milhão de toneladas de suco, 37,4% acima do período anterior.

“Com essa grande produção foi possível recompor os estoques que estavam bastante baixos nesse mesmo período do ano passado, o que exigiu uma movimentação maior de suco do Brasil para o exterior onde o suco é vendido e isso explica o porquê de esse ano os embarques estarem tão abaixo”, diz.

Estoques globais

Em 30 de junho de 2019 os estoques globais de suco de laranja em poder das empresas associadas à CitrusBR eram de 253.181 toneladas. Após o processamento da safra 2019/20, 36% maior que anterior e meses de ritmo forte de embarques, esses estoques foram recompostos a 471.138 toneladas em 30 de junho de 2020.

Segundo Netto, devido à bieanualiade da citricultura, que alterna anos de maior e menor produção, esse fenômeno tem sido comum, conforme observado no gráfico abaixo. Em anos de safras maiores as exportações são mais intensas em comparação a safras menores nos meses iniciais de cada ano safa. “Isso não significa que as exportações serão menores nesta temporada, mas indica, por enquanto, uma necessidade menor de ser transferir produto para os pontos de venda mundo afora”, analisa.

Entre os diferentes destinos a Europa continua a ser o principal das exportações brasileiras, com uma participação de 60,78%, seguida de EUA, com 18,83%, Japão 9,75% e China com 4,17%. Outros mercados correspondem a 6,47%.

Mercados

Para a Europa as exportações totalizaram 140.693 toneladas, uma redução de 17,6% em relação às 170.734 toneladas embarcadas no mesmo período na safra 2019/20. Em faturamento, os embarques somaram US$ 196,9 milhões, valor 51,6% menor em relação aos US$ 406,5 milhões registrados na safra passada.

As exportações para os Estados Unidos cresceram entre os meses de julho e setembro. Foram embarcadas 42.509 toneladas de suco de laranja, 15,7% acima das 36.740 toneladas contabilizadas no mesmo período da safra anterior. Em faturamento, a queda atual representou 8,8%, com US$ 52,8 milhões ante os US$ 57,8 milhões obtidos entre os meses de julho e setembro de 2019.

Os embarques de suco de laranja para o Japão registraram alta de 61,7% nos primeiros três meses da safra 2020/2021, com um volume de 21.997 toneladas. No mesmo período da safra passada, os embarques foram de 13.590 toneladas. O faturamento recuou 36,5%, com US$ 14,7 milhões ante os US$ 23,2 milhões da safra passada.

Já a China importou no primeiro trimestre da safra 2020/2021, o total de 9.392 toneladas, volume 5,8% menor do que o registrado na safra 2019/2020, com embarques de 9.973 toneladas. Em faturamento, houve queda de 80%, com US$ 1,5 milhão ante os US$ 14,3 milhões faturados na safra anterior.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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