Eventos corporativos digitais vieram para ficar

A exemplo do que ocorreu com os eventos culturais e shows, os congressos, eventos e feiras de negócios também foram duramente atingidos pela pandemia do novo coronavírus.
No caso de eventos corporativos, o setor se transformou, buscou alternativas e mesmo depois que o mercado volte à normalidade, os modelos de reunião, feiras, congressos e convenções online deverão continuar.
Algumas empresas viram neste mercado um bom filão para ser explorado e se especializaram em oferecer soluções, como plataformas de organização e transmissão de eventos digitais, como a integração de projetos que antes eram totalmente presenciais.
Mudança no core business
Eu conversei com o diretor da DigiClowd, Fhabyo Mathesick (foto), e ele me contou que a empresa de Curitiba mudou seu negócio principal durante a pandemia, aproveitando o momento e o know how em tecnologia de transmissão e organização de eventos, pois viu uma boa oportunidade de ganhar espaço no mercado.
O empresário me disse que desde julho, a DigiClowd já promoveu mais de 30 eventos corporativos através de sua plataforma e está com sua agenda fechada até janeiro de 2021. Ele acredita que diante da redução de custos que chega a ser entre 70% e 80% mais barato do que um evento presencial, muitas empresas continuarão daqui para frente preferindo fazer feiras de negócios, convenções de vendas e reuniões na modalidade online.
Só para se ter uma ideia, o mercado de eventos, antes da pandemia, movimentava cerca de US$ 200 bilhões ao ano. Como as estimativas apontam que o mercado virtual tem potencial para abocanhar pelo menos 10% desses recursos, isso significa que se trata de recursos da ordem de US$ 20 bilhões ou R$ 113 bilhões por ano.
Outro dado animador, é um estudo global que indica o crescimento do mercado de eventos online da ordem de 23% ao ano, entre 2021 e 2027. “Estamos muito otimistas, pois a demanda hoje pelo mercado de eventos digitais é maior do que a oferta de serviços”, conclui Mathesick.








