Fusões e aquisições podem beneficiar empresas em meio à crise
A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus alavancou o número de operações de fusões e aquisições (M&A) no Brasil. De acordo com a Mazars, auditoria e consultoria empresarial, as companhias capitalizadas mostraram apetite e buscaram oportunidades para expandir suas operações; já as empresas que não estavam preparadas para este momento passaram a enxergar com bons olhos os processos de venda ou fusão.
Prova desse cenário são alguns anúncios recentes de fusões e aquisições no país, como a fusão entre a Localiza e Unidas, que resultou na liderança no mercado de aluguel de carros. Antes disso, o marketplace da Magalu concretizou a aquisição da startup de delivery AiQFome, com sede em Maringá, no Paraná. Já a Petlove, maior petshop online do Brasil, comprou a Vetus, plataforma de gestão para petshops e clínicas veterinárias.
Precificação justa
“Comprar ou vender uma empresa, na maioria das vezes, envolve uma questão de valor, com dificuldades em uma precificação justa, principalmente quando o mercado ainda está em processo de entendimento em razão dos ajustes decorrentes da crise pandêmica”, afirma Ricardo Maciel, sócio de M&A e reestruturação financeira da Mazars.
Nota-se que não são apenas os grandes grupos brasileiros que ensaiam movimentações do gênero. “Nas empresas de pequeno e de médio porte, a compra ou a venda de uma empresa navegam por uma série de decisões complexas, envolvendo cenários financeiros, perspectivas de mercado e também elementos subjetivos, como o apego do empresário ao negócio ao qual dedicou tempo e energia. Em muitos casos, é a decisão mais relevante de sua vida empresarial”, declara Maciel.
Busca por alianças
Outro ponto apresentado por Maciel é o momento de potencial saída desta crise sem precedentes. Há uma forte movimentação na busca por alianças, compra de empresas por preços atraentes, realinhamento de negócios, revisão da estrutura financeira – na maioria dos casos, as empresas aumentaram o nível de endividamento – e desenho de uma estratégia com foco emergencial nas questões vinculadas à continuidade das operações com uma adequada saúde financeira.
“Tudo isso é feito com foco na próxima fase de crescimento do negócio, sem perder tempo. Acredita-se que esse movimento proporcionará um diferencial para as empresas que buscam crescer rapidamente após a crise pandêmica”, finaliza Maciel.


