Empresas precisam estar prontas a lidar com ações trabalhistas

Empresas precisam estar prontas a lidar com ações trabalhistas
Os microempresários, em geral, não estão assessorados ou preparados quando recebem uma notificação de ação judicial trabalhista, especialmente quando o valor solicitado na causa pode comprometer a saúde financeira da empresa ou gerar um bloqueio de conta bancária em razão de algum débito, do qual eles sequer tinham conhecimento. Em muitos casos, podem ser surpreendidos ainda por uma notificação do Ministério do Trabalho e Emprego apontando descumprimento de normas, que sequer eram conhecidas.

“Muitas empresas não se planejam e deixam de auferir renda muito superior, justamente por não terem uma estratégia preventiva. Essa percepção é unanime entre nós, advogados trabalhistas, que veem os empreendedores buscarem assessoria jurídica apenas quando o problema já está afetando as finanças e os negócios de suas companhias”, afirma Manuela De Angeli, advogada trabalhista do escritório de direito empresarial e digital FASS.

Segundo a advogada, é fato que nem sempre a empresa é processada de forma justa ou deve arcar com a totalidade do que está sendo acusada. Mas se demorar para agir ou realizar ações equivocadas a partir do conhecimento de uma ação judicial ou administrativa, a situação pode se tornar grave e irreversível.

“Os piores exemplos dos danos relativos a processos judiciais são consequência de julgamentos à revelia, ou seja, nos quais a ausência de defesa efetiva gera a presunção de que os fatos narrados pelo autor são verdadeiros. Por isso, informar ao advogado sobre uma audiência que ocorrerá no mesmo dia ou muito próximo à data e deixar de cumprir uma decisão liminar significa incorrer em multas e outras punições”, ressalta Manuela.

É normal que no dia a dia, devido aos grandes volumes de trabalho e demandas mercadológicas, as empresas não se atentem a todos os detalhes legislativos e regulatórios. No caso das micro e pequenas companhias é também muito difícil manter uma estrutura jurídica própria para tratar da adequação e tratamento das questões legais e judiciais.
 
“As empresas precisam de assessoria especializada para estarem atentas e desenvolverem estratégias preventivas que, por vezes, são indispensáveis para seu bem-estar administrativo e financeiro, como reestruturação da sociedade, proteção da marca, prevenção de risco trabalhista, aplicação da Lei de Proteção de Dados (LGPD), entre outras”, detalha a advogada do FASS.

Ela esclarece que, infelizmente, o que se observa é que as empresas normalmente enxugam o leite derramado para deixar o chão limpo, mas certamente acabam tendo de lidar com desgastes que poderiam ser evitados se o leite fosse guardado em lugar adequado. “Afinal, no mundo dos negócios, o leite derramado pode custar a própria existência da empresa, de modo que a atuação de profissionais especializados para tratar de todas as demandas, sejam elas estratégicas, preventivas ou resolutivas, é não apenas necessário, mas indispensável”, reforça Manuela.

É claro que um jurídico, por exemplo, não consegue impedir que uma ação seja ajuizada em desfavor da empresa, mas, se atuando de maneira preventiva, conhecendo as especificidades dela, certamente conseguirá o melhor resultado possível em uma ação judicial/administrativa. Um bom profissional autônomo ou um escritório de Direito pode auxiliar em absolutamente todas as esferas de uma empresa, desde a tributação, apontando caminhos para isenções e transações de menor custo, perpassando por planejamento sucessório dos sócios e, na prática, na atuação correta que deve ter para com seus funcionários para evitar passivos trabalhistas (não apenas judiciais, como também administrativos), ou mesmo acerca de quais informações pode divulgar sem que isso lhe causa uma futura responsabilização, em função da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por exemplo).

“Pela prática trabalhista, digo “de cadeira”, que os débitos advindos das relações laborais podem ser gigantescos e, por razões mínimas de desconhecimento por parte das empresas, podem levá-las à falência”, alerta Manuela. Por esse motivo, contar com apoio jurídico, apesar dos custos, é ganhar tempo para traçar prioridades empresariais. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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