Saiba como não cair no golpe da pirâmide financeira

Saiba como não cair no golpe da pirâmide financeira

Você provavelmente já foi abordado – principalmente nas redes sociais – por pessoas pedindo a sua atenção para mostrar uma oportunidade única para incrementar a sua renda, ou oferecendo ganhos rápidos a partir de um investimento. São as chamadas “pirâmides financeiras”. Mas não se engane: trata-se de um golpe que faz muitas vítimas.

O especialista em investimentos, professor e coordenador de pós-graduação da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Marcelo Cambria explica que o golpe atrai muitos adeptos devido à oportunidade de ganhos rápidos e vultuosos.

No sistema da pirâmide financeira, a principal receita é a remuneração pela indicação de novos membros. As vítimas são atraídas pela oportunidade de aportar recurso, ganhar lucros muito acima daqueles que são possíveis dentro das condições habituais do mercado.

“Isso impressiona muito quem cai no golpe. É uma estrutura financeira que parece investimento, mas na prática não funciona desta forma, já que não haverá recursos para todos em um eventual saque generalizado de todos os integrantes. É um produto que promete e não entrega, porque ele é baseado em crescimento permanente da base: quem entra financia os participantes mais antigos mas, como não gera rendimento, a estrutura não se sustenta.”, explica Cambria.

O percentual de ganho prometido é muito relativo. “Há pirâmides que prometem ganhos fixos mensais de até 4%, o que é inviável. Nada entrega retorno geométrico garantido ao mês e ao ano nessa magnitude”, diz.

As pirâmides financeiras são divulgadas de maneira sutil em redes sociais. “A chamada é sempre algo que você vai investir, trazendo argumentos de credibilidade. Geralmente está associado a bens de luxo como casas e viagens, alguém com sucesso, mostrando performance, e que quer dividir expertise com quem entrar no segmento”.

A crise financeira decorrente da pandemia do novo coronavírus aumentou a janela de oportunidade para quem cria essa estrutura e marketing fraudulenta. “Quem tem recursos ou perdeu uma parte deles, vê nessa oportunidade uma forma de repor perdas relevantes ou viver de renda mensal. Mas é o contrário, você perde tudo”.

Os fraudadores, no geral, não têm autorização de órgãos como o Banco Central, Anbima ou CVM para atuarem como gestores ou assessores de investimentos. Contudo, apesar deste cenário de fraude extrema, é possível recuperar uma parte ou todo o dinheiro perdido.

“O fraudador certamente será processado e intimado a devolver o recurso. Ele dará como resposta que era uma atividade lícita, mas teve perdas. O que não é verdade, os recursos, todo ele ou uma parte, são usados para benefícios próprios”, destaca Cambria.

Como alerta, o especialista alerta para desconfiar de ganhos fáceis. “Isso não existe, não acredite. Se houvesse ganho fácil, todos que participam já estariam ricos e você já teria ouvido isso antes. Duvide sempre e não deixe se impressionar”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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