Saiba como potencializar o fluxo de consumidores durante o Natal
Lojas abertas até mais tarde e repletas de consumidores, que se acotovelam para andar nos corredores em busca de promoções e ofertas para suas compras de Natal e Ano-Novo. Essa cena é comum para o varejo brasileiro em dezembro, tradicionalmente o período mais aquecido de vendas.
Entretanto, não será assim em 2020. A pandemia de Covid-19 está reconfigurando o fluxo de consumidores nas lojas físicas, trazendo novos desafios e hábitos que precisam ser assimilados pelos varejistas que quiserem manter o bom desempenho em vendas. Confira as principais dicas de Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence, para potencializar a quantidade de visitantes durante os dias que antecedem o Natal:
1 – Comece com o diagnóstico da loja e dos consumidores
Todo mundo quer se preparar para vender mais durante o Natal, a época mais importante de vendas do varejo brasileiro. A questão é que são poucos os que realmente sabem por onde começar. Qualquer planejamento deve iniciar com um diagnóstico sobre o atual estágio do fluxo de consumidores dentro do estabelecimento e a identificação do perfil dessas pessoas. Sem essas informações, é impossível traçar estratégias e metas. Assim, é preciso saber como utilizar os dados que a marca já possui sobre a operação, permitindo cruzar as informações e ter um contexto mais completo.
2 – Esteja atento à demanda
A utilização dos dados não ajuda apenas a conhecer a operação da própria loja, mas também a ficar atento à demanda do setor. O que funcionou no ano passado não dará certo agora em 2020, principalmente em um ano com pandemia de covid-19 e que passou por intensa aceleração digital. Com a análise de um volume cada vez maior de informações, é possível prever situações e analisar cenários, permitindo ao varejista entregar aquilo que o consumidor realmente espera – ou que ainda nem faz ideia de que precisa até conseguir!
3 – Seja omnichannel
Ficar quietinho em sua loja física esperando o cliente ir até o local não funciona mais. Manter essa atitude passiva não condiz com o cenário de transformação digital nos negócios. Com uma doença que acumula infectados e óbitos em todo o mundo, a experiência do consumidor com o estabelecimento na rua ou no shopping center mudou. Ele vai pensar mais antes de sair de sua casa e se arriscar no transporte público e na rua. Para que a venda não seja impactada, é essencial adotar o omnichannel, ou seja, a integração entre canais, permitindo novas configurações. O consumidor pode comprar pela internet e retirar na loja, utilizar o WhatsApp para conversar com os vendedores, entre outras situações.
4 – Capriche na experiência
Se o consumidor vai pensar bastante antes de sair de casa e ir a uma loja física, transforme este acontecimento em algo único para ele. Afinal, se no meio de uma pandemia a pessoa resolveu visitar seu negócio, é porque confia, pelo menos, em seu produto ou atendimento. Nesse sentido, oferecer o melhor preço não é mais o único fator preponderante – isso ele pode conseguir digitalmente. O que o cliente deseja, agora, é ter uma experiência personalizada, com recomendações, descontos e demais novos benefícios.
5 – Tome decisões inteligentes
Essa explicação pode parecer redundante, uma vez que nenhum empreendedor vai tomar decisões que julgue inadequadas. A questão é que, atualmente, é possível garantir melhores escolhas e opções a partir dos insights gerados pela análise de dados. Afinal, ser inteligente envolve a capacidade de compreender, resolver e se adaptar a diferentes situações e cenários. Assim, com as informações coletadas no diagnóstico inicial, o cruzamento delas com outras fontes e a identificação dos contextos, é possível criar iniciativas que estimulem o fluxo de consumidores mesmo com uma doença desafiando o varejo físico.


