Principais desafios no mercado de trabalho e contratação em 2021

Principais desafios no mercado de trabalho e contratação em 2021
No ano de 2020, o mercado de trabalho e de contratações sofreu grandes mudanças e ensinou importantes lições para profissionais e para as organizações. De um lado, tínhamos a adaptação dos contratados ao lidar com um cenário mais flexível e remoto, enquanto que do outro, as empresas precisaram se adaptar ao mundo do digital e as novas rotinas de trabalho.

Segundo a especialista em RH, Denise Asnis, que também é fundadora da Taqe – plataforma de recrutamento e seleção digital – o mercado ainda sofrerá com muitas mudanças e uma das tendências vivenciadas nos próximos anos será a rotina híbrida, as novas estratégias de retenção de talentos e os processos seletivos focados em diversidade entre outros.

“O ano de 2020 foi desafiador e trouxe inúmeras transformações. Mas, apesar disso, ele veio para nos lembrar que é durante as crises que aprendemos e evoluímos. Essa rotina de trabalho mais flexível trouxe uma nova visão para o mercado e as empresas puderam criar ações mais estratégicas, alinhadas com seus valores e objetivos”, comenta a profissional.

Denise destaca que entre as principais mudanças que veremos no próximo ano estão:

• Rotina híbrida, talentos globais e novos formatos de contratação

O modelo de home office ou anywhere office, que muitas empresas estão adotando, trouxe grande flexibilidade para o mercado como um todo e, consequentemente, impactou no modelo de contratação, pois permite que as organizações contratem pessoas de diferentes partes do país e do mundo e faça isso de forma 100% digital.
 
“Essas mudanças foram ótimas pois impactaram positivamente nas rotinas de trabalho. De um lado, os profissionais conseguiram ter mais flexibilidade e independência, as empresas puderam se conectar com pessoas de diferentes regiões e assim, trazer mais diversidade para o time e conseguiram fazer essa seleção de uma forma diferente, pois o digital ajudou muito nesse sentido”, comenta Denise.

• Processos seletivos focados em diversidade, inclusão e soft skills

As empresas darão mais atenção para as questões de diversidade e o processo seletivo passará ter um olhar maior para as soft skills. “Isso nos leva a duas tendências: a primeira é que as contratações serão apoiadas na avaliação de perfis profissionais e pessoais. E, a segunda é que o foco será na contratação de pessoas com excelentes habilidades comportamentais frente ao conhecimento necessário ou formação”, destaca Denise.

De acordo com a especialista, em 2021, mais do que nunca, os processos seletivos irão avaliar a qualidade do pensamento estratégico e inovador do candidato e a capacidade de adaptação e agilidade para solucionar problemas.

• Novas estratégias para a retenção de funcionários

Os benefícios e a assistência médica serão usados como estratégias para reter os melhores profissionais nas empresas. Além de que, no momento atual, um notebook e um auxílio para estruturar o home office contam bastante.
 
“Podemos dizer que esse mercado deve democratizar esse benefício não só em valor, mas em modalidades. As empresas devem pensar em diferentes formas de oferecer cuidado médico, inclusive, para os profissionais part time ou que trabalham por projeto”, diz a cofundadora da Taqe.

• Transição de Carreira

Uma grande aposta para o próximo ano é a migração de profissionais para a área de tecnologia, que possui diversas vagas que não conseguem ser preenchidas por falta de mão de obra qualificada. Dentre os segmentos em destaque estão a segurança da informação, ciência de dados, engenharia de software, infraestrutura de TI e business intelligence.
 
“O mercado em 2021 exigirá ainda mais o domínio de ferramentas tecnológicas, será um grande fator de diferenciação e uma enorme vantagem competitiva”, ressalta Denise.

• A marca empregadora e os processos seletivos

Uma das áreas que ganhou espaço nos últimos anos e vem sendo vista de forma cada vez mais estratégica é a construção da marca empregadora. “É preciso fazer com que os candidatos desejem trabalhar na empresa, mostrando as atitudes que revelam o valor proposto ao emprego antes mesmo de se oferecer uma vaga”, explica Asnis.

“Para isso, as empresas devem aprimorar a comunicação e a experiência oferecida durante os processos de contratação. O objetivo é fazer com que os candidatos percebam a coerência e se identifiquem com os valores e propósito da empresa”, complementa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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