Distribuidoras do Centro-Sul lançam nova Chamada Pública para aquisição de gás natural

Distribuidoras do Centro-Sul lançam nova Chamada Pública para aquisição de gás natural
A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) iniciou as obras de ampliação da rede de distribuição no município de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Neste ano, a previsão é investir cerca de R$ 1 milhão para a construção de 1,4 quilômetros de rede para atendimento ao segmento residencial da cidade.Atualmente, a Compagas fornece diariamente mais de 633 mil metros cúbicos de gás natural para Araucária. Foto: Divulgação Compagas

As Distribuidoras de Gás Canalizado do Centro-Sul do país lançam nesta segunda-feira (01) uma nova chamada pública para aquisição de gás natural, com um volume projetado em mais de 6 milhões de m³/dia até 2024, o que vem atraindo a atenção de um número expressivo de novos agentes e potenciais supridores.

A iniciativa das empresas MSGÁS (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul), GasBrasiliano (Gas Brasiliano Distribuidora), Compagas (Companhia Paranaense de Gás), SCGÁS (Companhia de Gás de Santa Catarina) e SULGÁS (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul) visa contribuir com a abertura do mercado de gás natural no país através da diversificação de fontes e agentes supridores, buscando sempre mais competitividade aos mercados cativos atendidos, mediante o impulso da concorrência na oferta de gás natural.

O lançamento da CP22 – como é denominado o processo – contempla um potencial de contratação para o período 2022/2023 de até 3,5 milhões de m³/dia, com o objetivo de complementar os volumes parcialmente já contratados pelas distribuidoras para atendimento de seus mercados cativos neste período.

A partir de 2024, os volumes são indicativos e projetam o atendimento potencial total dos mercados das distribuidoras participantes do processo, superando então a marca de 6 milhões de m³/dia. 

Este é o segundo processo lançado pelas distribuidoras em pouco mais de dois anos, com o objetivo de contribuir com a abertura de mercado de gás no país. No entanto, cabe destacar que ainda há barreiras relacionadas à regulação do transporte e também a outras etapas da cadeia de negócio que precisam ser superadas.

“Com a primeira chamada pública foi possível uma aproximação com os agentes do mercado, aprofundar os estudos técnicos relacionados à contração do suprimento e identificar diversos desafios que impedem a evolução sustentável do mercado de gás – principalmente os ligados ao transporte e regulação do setor. É preciso a implantação de mecanismos que proporcionem maior segurança jurídica e contratual para mitigar os riscos envolvidos nas operações para que possamos ofertar ao mercado um fornecimento de gás em condições mais competitivas e de fato seguirmos para um mercado aberto no país”, destaca Rafael Lamastra Jr (foto), diretor-presidente da Compagas. 

“Na primeira chamada pública as distribuidoras receberam propostas de várias empresas, mas ficou claro que somente a Petrobras tinha, naquele momento, condições de fornecimento de gás para o período de 2020/2021. Com essa nova chamada esperamos receber propostas, de novos players, aumentando a competitividade e abertura do mercado do gás natural”, complementa Rui Pires dos Santos, diretor-presidente da MSGÁS.

Para o enfrentamento dos desafios, as distribuidoras do Centro-Sul, apoiadas pela Abegás, vem construindo, em conjunto com o setor de transporte de gás, uma agenda positiva para o estabelecimento do maior alinhamento possível e consequente construção de um ambiente efetivamente sustentável, atrativo e competitivo para o ingresso de novos agentes supridores. A viabilização de tais propostas e contribuições, importantes para o novo mercado de gás, passam necessariamente pela efetivação de mudanças já em curso no atual modelo regulatório.

Para Alex Gasparetto, diretor-presidente da GasBrasiliano, “o lançamento de chamadas públicas periódicas pelas distribuidoras de gás natural também tem o condão de contribuir com a abertura e o desenvolvimento do mercado, já que dá o sinal de demanda para que os demais agentes da cadeia possam planejar ações e investimentos futuros”.

Juntas, as cinco distribuidoras que integram a CP22 respondem por 15% do mercado de distribuição de gás no Brasil, atendendo mais de 140 mil consumidores. E, além da contratação de gás para atendimento imediato a seus mercados, as distribuidoras também desejam aprofundar a avaliação e os estudos de potenciais novos projetos de suprimento para médio e longo prazos, como eventuais novos terminais de regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito) a serem instalados na Região Sul do país, e também os projetos relacionados ao biometano. 

“Esta segunda chamada demonstra a determinação das distribuidoras de buscar novas fontes de suprimento, dando espaço para propostas flexíveis e de origens diversas, ajudando assim a desenvolver um mercado que possa melhor atender às necessidades de nossos consumidores”, diz o diretor-presidente da Sulgás, Carlos Camargo de Colón.

No caso de Santa Catarina, o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl, lembra que tradicionalmente a Companhia tem buscado as melhores condições competitivas de suprimento ao mercado, bem como tem atuado em parceria junto aos agentes de infraestrutura para garantir a capacidade de atendimento à demanda crescente do Estado, que tem contribuído ao longo dos anos de forma significativa para o desenvolvimento do setor e tem muito potencial para os próximos anos.

O edital unificado e os respectivos termos de referência de cada distribuidora estão disponibilizados nos sites das distribuidoras. Devido à especificidade das características de cada distribuidora em relação a volumes e pontos de entrega, os termos são individualizados por Companhia, porém todas as demais informações serão tratadas de forma coordenada entre as cinco concessionárias. 

Confira os sites das empresas participantes:

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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