O que explica a alta do Ibovespa nos últimos dias?

O que explica a alta do Ibovespa nos últimos dias?
O Ibovespa superou os 121 mil pontos na segunda-feira (19), alta que já vinha acontecendo desde a última semana. Enquanto isso, nas últimas semanas, o Brasil tem registrado recorde de mortes, a CPI da Covid foi instalada, impasses sobre o orçamento têm aumentado, juros de títulos públicos prefixados do Tesouro bateram 9% e diversas estimativas para o PIB estão sendo revisadas.

De acordo com o último Boletim Focus do Banco Central, que reúne as projeções das principais instituições financeiras do país, o mercado espera avanço de 3,04% para o PIB deste ano ante 3,41% no início do ano.

Nas últimas semanas, o indicador patinou diante do cenário conturbado e vacinação lenta. “No Brasil, essa visão meio de lado na bolsa esconde um backstage diferente. Ações de commodities têm subido em relação a outros setores que caíram. Na média, deixou o índice meio parado”, afirma João Beck, economista e sócio da BRA.

“Olhando somente o preço das ações versus o lucro esperado das empresas, a Bovespa negocia com deságio de quase 50% em relação ao S&P. Muito se falou em rotação de empresas de tecnologia para empresas mais tradicionais. Mas outra rotação que não se comentou foi o fluxo de saída de dinheiro do Brasil por conta da alta de juros no EUA e maior perspectiva de crescimento da economia por lá”, comenta Beck.

Vale observar ainda que enquanto o S&P 500 sobe 9,81% em 2021, o Ibovespa saiu há pouco tempo do zero a zero. “É importante destacar que a Bolsa brasileira está bem atrasada, mas uma coisa que justifica essa subida é justamente o rali de commodities, além do setor bancário que voltou a subir forte”, afirma Rossano Oltramari, sócio e estrategista da 051 Capital. “Acreditamos que existe espaço para que a Bolsa valorize mais e rompa a marca de 125 mil pontos, que chegamos em janeiro deste ano”, diz.

Para Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, a bolsa vem subindo nas últimas semanas impulsionada, principalmente, pelas commodities.

“O setor de índice de materiais básicos com empresas como Vale, Gerdau, Usiminas, Casa de Pedra, entre outros ativos ligados à mineração têm subido. Observamos também o setor de consumo ligado a exportação impulsionando a bolsa, como o frigorifico, ligado a empresas como JBS, Mafrig e Minerva”, completa.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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