Dificuldades de empresas com o home office e necessidade de reduzir custos impulsionam terceirização

Dificuldades de empresas com o home office e necessidade de reduzir custos impulsionam terceirização
Quando se pensa em terceirização de serviços no país, os segmentos de limpeza, segurança ou entregas logo vêm à cabeça. Embora essas sejam as atividades mais associadas à prática, elas estão longe de ser as únicas. No mercado nacional, também é possível contratar o serviço nas áreas contábil, fiscal, financeira e trabalhista, por exemplo.

E os desafios impostos pela pandemia às empresas tornaram o Business Process Outsourcing (BPO), como é conhecido o processo, mais atraente para muitas delas. De acordo com dados do Grupo IRKO, boutique contábil há mais de 60 anos no mercado, a procura por esses serviços cresceu 35% em 2020.
“Tivemos um período de paralisação no início da crise sanitária, entre março e maio, quando as companhias pararam para analisar a mudança de cenário. A partir daí, porém, os números voltaram a subir, e pudemos fechar o ano com bom crescimento”, afirma Flávio Luque Bastos, sócio da IRKO. “E com base no que temos visto neste início de ano, 2021 será ainda melhor.”
Segundo Bastos, o aumento na demanda pelo BPO ocorreu em razão das dificuldades de migração para o home office, especialmente naquelas que são atividades-meio da empresa – ou seja, que não têm relação direta com seu núcleo de geração de valor. Por isso, diz o executivo, o serviço mais procurado pelos clientes foi a terceirização de folha de pagamento, além da melhoria dos sistemas instalados das empresas para gerenciar suas operações.

O BPO consiste na transferência da execução dos serviços a uma empresa especializada, que detém a infraestrutura, o know-how e os colaboradores necessários para isso. Ela permite que os empresários mantenham seu foco nas atividades principais da companhia, além de proporcionar a redução e a previsibilidade de custos.

Esse segundo fator, aliás, é outra razão pela qual cresceu a busca pela terceirização no país: a necessidade de diminuição de custos diante de um cenário macroeconômico mais complexo.

Entre as despesas que podem ser reduzidas pelo BP estão os gastos com espaços nos escritórios ou infraestrutura para os modelos atuais de home office; com o sistema de TI; com despesas trabalhistas; ou com o treinamento dos profissionais dadas as alterações legislativas constantes no país – em especial na área tributária.
“A crescente complexidade do sistema tributário brasileiro e a necessidade de atualização tanto dos softwares de gestão quanto das equipes próprias também ajudam a alavancar a procura pela terceirização”, afirma Bastos.
Terceirizar esses serviços permite ainda uma gestão mais qualificada dessas áreas, feita por profissionais externos capacitados especificamente para esta atuação (e atualizados constantemente). Ao contratar uma companhia especializada, ganha-se não apenas o conhecimento técnico, mas uma estrutura integrada, que garante um trabalho feito com agilidade. Além disso, o BPO minimiza erros e rupturas nos processos, evitando autos de infração significativos – considerando o período prescricional de no mínimo cinco anos, de acordo com a legislação vigente.

“Por todas essas razões, o BPO é um recurso extra para que gestores e empresários sejam bem-sucedidos em um ambiente de negócios cada vez mais complexo e competitivo, voltando seu foco exclusivamente para o core business da companhia”, diz Eduardo Luque, também sócio da IRKO.

Atualmente, o índice de terceirização desses serviços no Brasil ainda é baixo. Segundo a ABRAPSA, a associação que reúne as empresas do setor, a estimativa é que ele não atinja nem os 20% – o que significa que há bastante espaço para o crescimento do segmento nos próximos anos.

Segundo os dados da IRKO, a procura pelo BPO cresceu tanto entre empresas nacionais quanto entre multinacionais interessadas em iniciar suas operações no país – e principalmente nos setores de real estate (empresas voltadas à construção e à incorporação), tecnologia e saúde.

“Também temos visto neste início de 2021 a retomada de muitos projetos que tiveram de ser paralisados em 2020, o que aumenta a nossa expectativa de um ano ainda melhor para o BPO no país”, afirma Flávio Luque Bastos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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