Apps da economia freelancer discutem leis trabalhistas no setor

Apps da economia freelancer discutem leis trabalhistas no setor

Se os altos índices de desemprego no Brasil já não eram o bastante, a chegada da pandemia da Covid-19 evidenciou ainda mais uma alternativa que tem colocado comida no prato de muitos brasileiros: a Gig Economy. A expressão é utilizada para definir um modelo de trabalho caracterizado pela adoção de novas tecnologias e por priorizar vínculos flexíveis, caso dos serviços de aplicativos de entrega e de transporte de passageiros. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no fim de 2019, somente esse último serviço contava com mais de 1 milhão de motoristas no país, um crescimento de 137,6% em oito anos.

Pensando em consolidar este conceito em terras brasileiras, a startup Closeer – aplicativo que promove a conexão entre empresas e trabalhadores autônomos – idealizou o Gig Summit. É a primeira convenção nacional sobre o tema e vai reunir profissionais da área de empresas parceiras como iFood, Grupo Ráscal e Pra Você RH, entre outros, no dia 14 de julho online, gratuitamente.

A responsabilidade de explicar o que é a Gig Economy e como está o cenário atual, fica nas mãos de Walter Vieira, CEO da Closeer. Ele acredita que a importância do entendimento deste modelo se dá, principalmente, pelo seu enorme potencial de criar oportunidades. “As empresas não podem parar no tempo, e precisam entender que a Gig Economy pode ser um grande passo para gestores e também para a mão de obra contratada. Essa tendência ficou mais forte durante a pandemia e chama a atenção por proporcionar vantagens para ambos os lados”, afirma.

 

O conceito não é novo, uma vez que freelancers atuam no mercado há muito tempo, mas a ideia, aliada às inovações tecnológicas, começou a se popularizar na última década. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas (BLS) do país estima que, em 2017, a Gig Economy foi movimentada por cerca de 55 milhões de pessoas. Ainda de acordo com o órgão, atualmente, 36% dos trabalhadores norte-americanos participam da Gig Economy, e 33% das empresas usam extensivamente este modelo de vínculo. Já um levantamento da Edison Research, empresa de pesquisa e análise sobre mercado, aponta que 44% dos profissionais que atuam na Gig Economy nos Estados Unidos têm este modelo como fonte principal de renda. Mais da metade dos pesquisados, 53%, têm entre 18 e 34 anos, o que confirma a tendência entre pessoas mais novas – e seu potencial ainda maior no futuro.

 

Time de peso

                       

A expectativa para que o evento se torne referência no país se dá pela escolha dos temas e dos convidados, já que a programação contempla diversos pontos importantes acerca da Gig Economy. A advogada Andrea Tavares, sócia da Dias & Pamplona, está escalada para explicar como as empresas podem lidar com a flexibilização das leis trabalhistas e de que forma podem associá-las aos trabalhadores Gig.

 

Diego Barreto, vice-presidente de finanças e estratégias do Ifood, e Marcelo Marani, CEO do portal Donos de Restaurantes, vão contextualizar a atuação dos freelancers no foodservice e como esse ecossistema se encaixa na chamada “Nova Economia”. A expressão foi, inclusive, tema de um livro homônimo lançado por Barreto em abril deste ano.

 

Já Jacqueline Ivo, gestora e consultora da Pra Gente RH, e Daniel Allegro, sócio-diretor de suprimentos e TI do Grupo Ráscal, abordam as dificuldades de se lidar com freelancers. Ambos pretendem discutir maneiras de inovar nessa gestão e também mostrar como os profissionais podem ser mais desejados pelo mercado de trabalho.

 

Para Romulo Perini, sócio-diretor da Play Studio, consultoria de inovação e venture builder que apoia empreendedores no seu processo de crescimento, a discussão desses pontos é um fundamental aos novos e futuros empreendedores e investidores, pois, segundo ele, serve como um manual para quem deseja encarar esses novos modelos de forma mais segura. “Há um consenso no mercado de que não basta ser inovador; é preciso que a inovação esteja conectada com as necessidades do usuário e que haja uma cultura forte de experimentação e aprendizado, usando a maior fortaleza da Gig Economy que é a flexibilidade”, afirma.

 

As inscrições para o Gig Summit podem ser feitas pelo site do evento, de forma gratuita, onde também é possível conferir a programação completa. O endereço é https://gigsummit.com.br/cadastro/

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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