74% dos jovens sonham em ter seu próprio negócio

74% dos jovens sonham em ter seu próprio negócio

Pelo terceiro ano consecutivo, Herbalife Nutrition encomenda uma pesquisa global sobre empreendedorismo, conduzida pela OnePoll. Este ano o levantamento revela como os jovens encaram o desafio de empreender. A pesquisa realizada no mês de abril, em 35 países, ouviu 25 mil pessoas com idade entre 18 e 40 anos, incluindo 500 brasileiros.

O estudo mostra que, globalmente, 74% dos entrevistados sonham em se tornar empreendedores, sendo que 16% deles já possuem um negócio. Eles também acreditam que é mais fácil começar aos 28 anos, em média. E metade deles afirma que sua idade aumentaria as chances de sucesso.

Independência pessoal e profissional

Como principal fator motivador, “tornar-se meu próprio patrão” apareceu com 48% nos dados globais e 59% para os brasileiros, seguido pela capacidade de “seguir sua paixão” com 44% e 48%, respectivamente. No entanto, mais de três em cada 10 entrevistados no mundo disseram que procuram sustentar sua família (37%), o que no Brasil sobe para quatro em cada 10 (41%). Os jovens com um todo também afirmam querer mais flexibilidade em seu trabalho (32%) e o mesmo desejo aparece para 28% dos brasileiros.
Os resultados globais revelaram ainda que 31% dos jovens veem o empreendedorismo como uma oportunidade para uma mudança de carreira, enquanto 26% buscam complementar a renda depois que suas horas de trabalho foram reduzidas, por conta da pandemia – dado que também aparece para 22% dos brasileiros.

Idade x Experiência Profissional

Mundialmente 60% dos entrevistados afirmaram que suas ideias pareciam não ser levadas em consideração em funções anteriores – percentual também parecido por aqui, com 63%.

Mas, ao mesmo tempo em que os jovens têm mais facilidade em lidar com novas tecnologias, também há inseguranças. No mundo, 51% deles temem não serem levados a sério por causa de sua idade, dado que também apareceu para 46% dos brasileiros.

Os jovens percebem a importância de ter uma bagagem para seguir com um negócio próprio e, tanto no mundo quanto no Brasil, consideram ser preciso ter cinco anos e meio de experiência antes de colocar este plano de empreender em prática.

Os brasileiros também esperam enfrentar muitos desafios pelo caminho, como criar e implementar uma estratégia de marketing (34%), ganhar o suficiente para compensar os custos (49%) e financiar seus negócios (28%).

Os resultados globais também descobriram que 63% acreditam que sua geração enfrenta desafios únicos ao iniciar um negócio, em comparação com as gerações anteriores – o que também pensam 59% dos jovens brasileiros.

Essa é a terceira pesquisa global realizada pela Herbalife Nutrition. A primeira, realizada em 2019, fez um levantamento sobre o sonho de empreender de pessoas ao redor do mundo, suas motivações e os principais desafios que enfrentam ao abrir o próprio negócio. Já o levantamento de 2020 investigou os desafios que as mulheres enfrentam no local de trabalho e suas motivações para empreender.

Empreendedorismo no Brasil

Para Jordan Rizetto (foto), diretor geral da Herbalife Nutrition do Brasil, a venda direta é uma das opções de quem busca empreender, conforme colocam vários estudos. “A venda direta possui todo o princípio de microempresa: baixa barreira de entrada, baixo capital inicial, ciclos curtos de planejamento, variedade de produtos e muitos negócios que começam em casa. O mercado da venda direta é bem democrático e atende as necessidades destes jovens que estão na faculdade, querem renda extra, sem comprometimento de horários fixos, mas buscam ampliar seus ganhos com autonomia e do seu jeito”.

De acordo com estimativas da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada anualmente, o ano de 2020 mostrou um alto crescimento no número de empreendimentos. A análise, que levou em conta o histórico de dados da GEM, mostra que a onda de empreender é ainda mais intensificada em momentos de recessão, como a que vivemos, já que a perda de empregos, a suspensão de contratos e a diminuição de jornada fazem com que mais pessoas buscam apoio no empreendedorismo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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