Economia circular apresenta várias oportunidades de negócios

Economia circular é um conceito novo que associa desenvolvimento econômico a um melhor uso de recursos naturais, por meio de novos modelos de negócios com menor dependência de matéria-prima virgem, priorizando insumos recicláveis e renováveis. Um setor que vem se destacando na economia circular é o do plástico.
Eu conversei com o superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Paulo Teixeira, e ele me explicou que o maior desafio, neste momento, para a implementação da economia circular é que as empresas desenvolvam novos modelos de negócio que agreguem valor ao produto ou serviço. Hoje, mais de mil empresas brasileiras já fazem a reciclagem do plástico, transformando em resina ou produtos. Um bom exemplo citado pelo superintendente da Abiplast são as camisas utilizadas pela seleção brasileira que são confeccionadas com pet reciclado.
Paulo Teixeira também chama a atenção para o fato de que os resíduos descartados por uma determinada indústria servem para outras. Neste sentido, a economia circular apresenta várias oportunidades de negócios.
E para que as empresas possam construir legados perenes e orientados à preservação de recursos por meio de negócios sustentáveis, a Abiplast vai realizar nos dias 11 e 12 de agosto próximos, o Circular Summit. O evento digital, dirigido em duas etapas, é direcionado para profissionais de todos os setores e tem como objetivo oferecer uma visão clara de como as empresas estão se preparando em relação à Economia Circular. Também serão discutidos os desafios de implementação e a viabilização de iniciativas e oportunidades de negócio.
Programação
Catherine Weetman, fundadora da Rethink Global, empresa especializada em ajudar as organizações a desenvolverem estratégias resilientes e adaptadas ao futuro, examinando os riscos de sustentabilidade e oportunidades de valor, será uma das palestrantes do Circular Summit. Ela irá discorrer sobre o novo capitalismo e a transição de uma economia linear para circular.
Autora do livro “Economia Circular: conceitos e estratégias para fazer negócios de forma mais inteligente, sustentável e lucrativa”, Catherine comenta que as principais empresas em todos os setores, no mundo todo, estão percebendo que a economia circular é a melhor ferramenta para sobreviver e prosperar diante das várias crises que enfrentamos.
“A abordagem de economia circular vai muito além de ampliar os esforços de reciclagem e usar uma nova geração de materiais. Ela significa repensar o design de produtos, repensar as escolhas de materiais, os modelos de negócios e as políticas industriais, além de oferecer o que os clientes desejam: produtos e serviços sustentáveis, duráveis e de alta qualidade”, diz.
Já Gonzalo Munoz Abogabir, co-fundador da Triciclos, empresa que promove economia circular, será responsável pelo tema “Iniciativas Públicas”. Ele apresentará reflexões sobre os desafios relacionados às políticas públicas e como é possível estabelecer um plano sistêmico onde haja condições favoráveis a fim de promover a transição para a economia circular. Gonzalo é Campeão da COP25, a 25ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um tratado internacional com objetivo de lidar com o aquecimento global, refletindo sobre o que já foi feito e o que ainda precisa ser adotado.
Ainda no primeiro dia do evento, Patrícia Iglecias, diretora-presidente da CETESB, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, juntamente com Christophe Bonaldi, gerente de Projetos da Veolia Brasil, multinacional francesa com foco em fornecimento e gestão de águas, resíduos, energia e serviços de transportes, e Thiago Fernandes, diretor comercial da Estre Ambiental, uma das maiores empresas de serviços ambientais do Brasil, irão discutir sobre “Os desafios do Brasil em Logística Reversa”, apresentando provocações sobre como os negócios de gestão de resíduos estão voltados à promoção da logística reversa, e como apoiar as metas que percebem os resíduos como fontes de matérias-primas a serem reinseridas na cadeia produtiva.
“Risco Ambiental e Risco de Investimento” será o tema de abertura do dia 12 de agosto, às 14h30, com Fábio Alperowitc, CFO da Fama Investimentos, primeira gestora do País a seguir parâmetros sustentáveis da ESG. Fábio irá discorrer sobre os impactos diretos e indiretos que a iniciativa privada causa na sociedade e meio ambiente e as consequências para as avaliações de investimentos das companhias.
Dando continuidade à segunda etapa do Summit, às 15h30, Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, trará reflexões sobre “Os desafios do Brasil em reinserção de materiais”, com contribuições de Juliana Seidel, Gerente de Sustentabilidade da Amcor, empresa líder global no desenvolvimento e produção de embalagens responsáveis; de Gustavo Alvarez, líder da Rede de Cooperação para o Plástico; e de Carlos Jacob, Head de Inteligência de Mercado do Grupo Capitale Energia.
Para encerrar, às 16h30, do dia 12 de agosto, Viviane Mansi, diretora regional de Comunicação e Sustentabilidade e integrante do Board of Directors (BOD), da Toyota do Brasil, abordará o tema “Economia Circular no Centro dos Investimentos”, onde irá debater como as companhias estão inserindo as premissas da economia circular no planejamento estratégico com o objetivo de reinventarem a maneira de se fazer negócio.
O Summit é direcionado para profissionais de todos os setores que buscam uma compreensão acerca da produção e consumo, sobretudo a necessidade de um redesign de produtos para maximizar o uso, reuso e fomento à reciclagem, ocasionando, assim, uma mudança sistêmica na forma de produzir e consumir, projetando uma sustentabilidade que deve estar alinhada aos investimentos.
O evento é idealizado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e, de acordo com José Ricardo Roriz Coelho, presidente da associação, as correlações entre impactos ambientais e a realocação de capital foram os elementos principais que estimularam o desenvolvimento do Summit de Economia Circular: “Será um convite para as empresas construírem legados perenes e orientados à preservação de recursos por meio de negócios sustentáveis e produtos/serviços com ciclo fechado”, afirma.
Inscrições: www.summiteconomiacircular.com.br








