Geração Distribuída é alternativa para empresas que precisam economizar na conta de luz na retomada das atividades

Geração Distribuída é alternativa para empresas que precisam economizar na conta de luz na retomada das atividades

A pandemia foi avassaladora para muitos setores. O de alimentação foi um deles. Estima-se que no Paraná cerca de 2.800 restaurantes que ofereciam a modalidade buffet por quilo tenham sido fechados no período, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel regional. A instabilidade dos decretos municipais e estaduais também minou as expectativas dos estabelecimentos, que esperavam se recuperar em 2021. E, para agravar ainda mais a situação, a chegada do inverno, a maior crise hídrica dos últimos 90 anos no país e o reajuste nas tarifas de luz autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recentemente têm sido cruciais na retomada das atividades de bares, lanchonetes e restaurantes.

“Mesmo com o restaurante fechado, a gente continuou tendo todos os gastos, seja com funcionários, com fornecedores, e até mesmo com a conta de luz, que nunca para de chegar. Para se ter uma ideia, o consumo de luz no nosso restaurante chega a 9 mil por mês, é um valor muito difícil para manter mensalmente com a realidade que temos atualmente”, conta Diego Fernando de Souza, gerente da churrascaria La Ventura, em Curitiba.

Por isso, economizar vem sendo palavra comum no dia a dia desses locais, que buscam cada vez mais formas alternativas de se reestruturarem sem ter que fechar as portas. E uma das formas de garantir essa economia quando se fala em conta de luz é a modalidade da Geração Distribuída, em que os estabelecimentos podem conseguir descontos mensais de até 20%, além de não serem afetados pela instabilidade das bandeiras tarifárias – que regulam o valor do Kw/h.

“Na modalidade GD, a geração de energia independe do nível de água nos reservatórios e não está ligada exclusivamente a usinas hidrelétricas, por usar também outras fontes de energias renováveis. Assim, mesmo com a estiagem e outros fatores que comprometem a geração de energia pelas hidrelétricas, a Geração Distribuída acaba não sendo afetada”, explica Wolney Pereira, CEO do Grupo Ergon, holding da qual a Gedisa – que fornece a modalidade GD – faz parte.

Isso acontece porque empresas como a Gedisa utilizam outras fontes de energia, aumentando a possibilidade de geração e ainda possibilitando que os valores cobrados não sofram variações de acordo com as bandeiras tarifárias. “A gente começou a utilizar pois era uma forma de economizarmos. Hoje conseguimos garantir quase R$ 1 mil de desconto mensal, o que, neste momento, é crucial”, conta o gerente da churrascaria, que utiliza esta fonte de energia.

Regulamentada e autorizada

A Geração Distribuída é uma normativa criada pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, em 2012, que regularizou a modalidade de consumo chamada geração distribuída, que está em plena expansão em todo o país. “Tudo isso acontece de forma legal e sem impactar as companhias de distribuição. A Geração Distribuída é uma alternativa real e autorizada pela Aneel, e que oferece ainda inúmeras outras vantagens, como o estímulo a outras fontes de energia, que não só a hidrelétrica, por exemplo”, conta Wolney.

Mas o que é de fato a Geração Distribuída? 

A Geração Distribuída (GD) é a modalidade pela qual o consumidor gera toda ou parte da energia elétrica que consome e é utilizada por meio da compensação de créditos. Esta compensação serve para consumidores que usam a energia gerada para abater o seu consumo de energia elétrica. A energia da geração distribuída é válida para diversas fontes sustentáveis, como a energia solar, eólica e usinas hidroelétricas. E no caso de o consumidor não dispor de investimento para gerar a própria energia, ele pode entrar para uma cooperativa de energia, que, sem qualquer investimento, pode gerar a energia que ele irá consumir. 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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