Estudo aponta economia flexível como um dos pilares para retomada do desenvolvimento

Estudo aponta economia flexível como um dos pilares para retomada do desenvolvimento
Você pode nunca ter ouvido a expressão Gig Economy, mas com certeza já utilizou ou utiliza diariamente algum dos serviços deste segmento, como os aplicativos Uber e Ifood. Conhecido também como “economia flexível”, esse modelo prioriza relações de trabalho alternativas e, aliado às ferramentas digitais, é considerado hoje uma das saídas para a crise econômica que se intensificou com a pandemia da Covid-19. É o que mostra um relatório recente da Pesquisa Empresas Humanizadas, que avalia as companhias com as melhores relações com stakeholders.

Analisando o cenário econômico mundial, o estudo reforçou que a redução da desigualdade social continua sendo o principal fator para o crescimento da economia, já que países com Índice de Desigualdade Social (GINI) menor que 50%, como os da União Europeia e dos Estados Unidos, apresentaram PIB consideravelmente maior. Na outra ponta, países como Brasil, Colômbia e África do Sul, com índice GINI acima da média, o resultado foi oposto.

Cenário de desigualdade

Os dados da pesquisa foram discutidos durante o Gig Summit, primeiro evento brasileiro sobre Gig Economy, realizado em julho, que reuniu representantes de grupos e empresas inseridas nesse sistema, como Ifood, Closeer, Grupo Ráscal e Portal dos Restaurantes, além de consultores de RH e de leis trabalhistas. Em sua palestra, a gestora de recursos humanos do Pra Gente RH, Jacqueline Ivo da Silva, afirmou que o cenário de desigualdade segue obrigatoriamente a falta de oportunidades de trabalho. Ela avaliou que é justamente o modelo de negócios Gig o responsável por amenizar os problemas causados pelo desemprego no país.

“A gente tem que pensar em economia que gera renda para as pessoas, que coloca comida na mesa. Quem puder ser CLT, deve ser, mas hoje o RH também lida com essa transformação, buscando entender as evoluções de mercado. Contribuímos com orientações aos empregadores, à medida que também entendemos que uma empresa familiar, que começou há pouco tempo, ainda não está nadando de braçadas e o processo de contratação é muito caro”, explica.

O que pode ajudar um negócio a sobreviver

A conclusão da Pesquisa Empresas Humanizadas, disponível na íntegra em https://humanizadas.com/en/conheca-os-resultados/, apontou os cinco pontos que mais contribuem para a sobrevivência e sustentabilidade dos negócios: Novas demandas socioambientais; Novos hábitos de consumo; Novos hábitos de investimento; Novos hábitos de trabalho; e Novas tecnologias e modelos de gestão.

Para Walter Vieira, organizador do Gig Summit e CEO da Closeer, startup que conecta trabalhadores autônomos às empresas, o modelo Gig contempla todas essas características de forma equilibrada.

“Nesse contexto, a tecnologia, que é muito presente na Gig Economy, traz eficiência e resolve muitos problemas. Ela é meio, não fim. O mesmo vale para o quesito hábitos de consumo. Hoje em dia, ainda mais durante a pandemia, as pessoas se acostumaram aos serviços sob demanda, a partir das necessidades instantâneas, e os trabalhadores e empresas também entenderam essa realidade. Em todos esses pontos observamos a eficiência desse ecossistema que vem, de fato, favorecer o profissional e o mercado, tornando o nível de serviço mais elevado”, garante.

Segundo a advogada Andrea Tavares, sócia da Dias e Pamplona, o Brasil já deu passos importantes para explorar o potencial desse novo modelo econômico. “As alterações de 2017 deixaram a legislação trabalhista bastante moderna e trouxeram várias possibilidades para que empregados e empregadores pudessem flexibilizar as regras de um trabalho, como banco de horas e horários de descanso. Isso dá mais liberdade para que os empresários possam contratar”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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