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CDB se destaca em cenário de alta de juros

No último mês de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu a taxa Selic e acelerou o ritmo de alta elevando de 5,25% para 6,25% ao ano. O comunicado do Banco Central já deixou claro que na próxima reunião o mesmo aumento em 1 ponto percentual pode ser feito.

Com esse movimento de alta que vem ocorrendo desde março de 2021, alguns investimentos em renda fixa ficam ainda mais vantajosos, pois rendem mais ao investidor. Em 2020, a taxa Selic atingiu a mínima histórica de 2% ao ano, uma estratégia do Banco Central para estimular a economia em meio a crise causada pela pandemia do coronavírus. Segundo os especialistas, a alta traz a oportunidade para investimentos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) como os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

“O governo emite os títulos públicos (tesouro) e empresas emitem debêntures. O CDB é um título de renda fixa como qualquer outro. A característica que os distingue é o fato de serem emitidos por instituições bancárias”, afirma João Beck, economista e sócio da BRA, escritório credenciado da XP Investimentos.

Mas no atual cenário, qual tipo de CDB é o mais seguro para escolher? Para o economista, os mais indicados são os pós-fixados. “Logo, assim como outros títulos, em cenários de alta de taxa Selic, os CDBs indexados à inflação e os prefixados não são boas opções”, diz.

Para Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, a maior vantagem do CDB é a maior remuneração em comparação, por exemplo, com títulos do governo.

 “O aumento da Selic melhora a remuneração dos pós-fixados e pré-fixados, já que há uma percepção maior de aumento da taxa de juros”, afirma Costa.

Outra vantagem, segundo Beck, é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em caso de falência do banco, o FGC garante aplicações em CDB até R$ 250 mil por emissor, limitado a R$ 1 milhão por CPF. Já a desvantagem, para ele, são os prazos: “A maioria dos CDBs que remunera melhor o investidor tem prazos longos de três, cinco anos ou mais. É bastante tempo para se congelar um recurso e pode impedir que o investidor busque boas oportunidades, por exemplo, na bolsa de valores, na compra de um pacote promocional de viagens ou até na entrada de um imóvel que surge como oportunidade”.

Para Costa, é preciso tomar cuidado com taxas altas demais de remuneração prometidas por instituições pequenas. “O risco é investir valor acima de R$ 250 mil, limite protegido pelo FGC, e a instituição quebrar e ficar sem dinheiro buscando taxas superiores”, comenta.

Beck reforça a importância de conhecer bem a reputação do emissor: “A boa capacidade de solvência de um emissor deveria ser o principal critério na escolha de um título como esse. Portanto, o melhor tipo de CDB será sempre o de bancos mais solventes”, completa.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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