Encomendas de comida por delivery crescem 66% na América Latina

Encomendas de comida por delivery crescem 66% na América Latina
O distanciamento social imposto pelas regras sanitárias da pandemia da covid-19 ajudou a impulsionar o mercado das entregas de comida por delivery na América Latina. Essa é uma afirmação do relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, que traça as principais mudanças com a digitalização em diversos setores nos países latino americanos.

De acordo com o report, as entregas de comida por aplicativos cresceram 66% em 2020, em comparação aos números de 2019. O setor movimentou o total de US﹩ 72 bilhões no último ano, diferente dos US$ 43 bilhões do ano anterior.

O documento ainda ressalta que o setor de alimentos está passando por uma migração gradual do hábito de compras offline para o online. No mundo todo, 25% dos entrevistados já preferem fazer as suas compras de mercado online, seja para entrega em casa ou para retirada na loja. Desse total, 63% aumentaram suas compras de mantimentos online após o distanciamento social e 86% estão mais propensos a manter esse comportamento para o período pós-pandemia.

“A comodidade das entregas por aplicativo têm atraído cada vez mais mais compradores com o passar dos anos. Ifood, no Brasil, e Justo, no México, têm sido os grandes destaques na América Latina’, explica o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos.

E-commerce ganha mais força

O mercado de compras online no varejo também tem tido um grande peso nos últimos anos, principalmente por uma particularidade: o domínio e fortalecimento de três principais empresas em cada um dos países latinoamericanos. De acordo com o relatório, em 2019 elas representavam 30% das movimentações no varejo. Esse número aumentou e, em 2020, já representa 37% do total.

No Brasil e na Argentina o domínio é maior ainda. Em 2020, 64% das movimentações no varejo brasileiro aconteceram pelo Mercado Livre, Magalu e B2W. Na Argentina esse percentual é ainda maior: 75%, com domínio do Mercado Libre, Garbarino e Fravega. O cenário no México é o inverso, com apenas 34% das movimentações acontecendo em três empresas: Mercado Libre, Amazon e Walmart.

Essa alta também vem sendo registrada nas compras feitas em lojas internacionais em toda a América Latina, equiparando com os dados do comércio eletrônico doméstico. A Taxa de Crescimento Anual Composta das compras feitas nos e-commerces estrangeiros tem sido de 12%, enquanto no doméstico tem sido de 11.5%.

Em 2018, foram gastos US﹩ 178 bilhões no e-commerce, com 83% sendo no mercado doméstico e 17% no internacional. A expectativa é de que neste ano os valores alcancem a casa dos US﹩ 230 bilhões, sendo 86% no mercado doméstico. Já em 2023, os consumidores latinoamericanos devem gastar US﹩ 307 bilhões em e-commerce, voltando ao patamar de 83% no mercado doméstico.

“Um dos fatores que tem ajudado no aumento das compras internacionais são as facilidades implementadas com os pagamentos digitais”, pontua Vasconcellos.

“Transformação Digital na América Latina – 2021”

O avanço tecnológico na América Latina já vinha acontecendo com o passar dos anos. Os investimentos de capital, tanto de empresas locais como de companhias de outros países, era realidade, tanto que as perspectivas do setor vinham sendo otimistas. A pandemia da covid-19 traçou um novo panorama para os países dessa região, que nos próximos anos devem ser impactados positivamente cada vez, como mostra o relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, divulgado pelo fundo de venture capital Atlantico no dia 20 de setembro.

O documento aborda diversos aspectos da evolução tecnológica na América Latina, levando em consideração todo o fator pandêmico, abrangendo sua análise para diferentes setores que passam pelo processo de transformação digital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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